quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O perigo de querer barganhar com Deus - LIÇÃO 08 da EBD

O assunto desta lição diz respeito a algumas distorções promovidas por falsos mestres no que diz respeito ao buscar as bênçãos de Deus e o seu poder. A Teologia da Prosperidade está fundamentada na relação de causa e efeito, isto é, na possibilidade do ser humano barganhar com Deus. Na aula de hoje, destacaremos essa impossibilidade, tendo em vista a graça de Deus, que desconstrói essa relação de troca. No início, mostraremos que a Bíblia, como Palavra de Deus, condena a barganha com Deus, em seguida, que esse tipo de ensinamento é perigoso por desconsiderar o favor imerecido de Deus.

O Jesus pregado pelos Teólogos da Prosperidade nada tem a ver com Aquele revelado nas Escrituras. Mais que isso, conforme revela Paulo aos coríntios, se trata de outro espírito e de outro evangelho (II Co. 11.1-4). A doutrina da barganha defendida por tais pregoeiros é perigosa porque põe em questão a manifestação escandalosa da graça de Deus através da cruz de Cristo (I Co. 2.14; 3.19). O relacionamento do crente com Deus, e com o próximo, se fundamenta não na misericórdia e na graça, mas na troca de favores, que nada tem a ver com o genuíno evangelho (I Co. 13). Abaixo um trecho do livro "Sem Barganhas com Deus":

"Hoje as pessoas se convertem à “igreja”, não a Cristo! É por esta razão que os conteúdos do Evangelho da Graça estão tão adulterados entre nós. E pior, não enxergamos nada disso, pois, à semelhança deles — os judeus, os fariseus, os cristãos judaizantes —, nossos sentidos também estão “embotados”.
A Graça é hoje a mais escandalosa de todas as mensagens cristãs! E é por esta razão que não se pode nem mesmo usar mais as “nomenclaturas” do Cristianismo a fim de definir o conteúdo das palavras do Evangelho, pois, quase todos os termos se revestiram de outras conotações e de outros conteúdos.
A terminologia já não serve mais, pois, seus conteúdos foram adulterados por um “outro evangelho”, que usa os termos de sempre, mas nega, na prática, seus conteúdos inegociáveis e eternos! Por exemplo, para Paulo, “lutar juntos pela fé evangélica” significava não fazer concessões que adulterassem os conteúdos do Evangelho da Graça de Deus!
Hoje, todavia, isto significa nos unirmos contra os que não nos aceitam como os “representantes” de Cristo na Terra!


Ora, neste sentido — com as conotações que a palavra “evangélico” carrega entre nós —, Paulo já não a usaria, pois, nossa prática relacional nega aquilo que ele entendia como evangelho; e nossos conteúdos falsificam ainda mais o significado original da mensagem à qual ele fazia referência.
Pior do que isto, entretanto, é saber que Paulo, por exemplo, não nos reconheceria como cristãos, mas como pagãos não convertidos ao Evangelho da Graça de Deus!

Por muito menos ele escreveu aos Gálatas e aos Coríntios temendo haver corrido em vão!
Mas, e se ele estivesse presente num ano eleitoral no Brasil? Se visse e soubesse de todas as negociações de almas-votos que são feitas em Nome de Jesus? Se visse “cristãos” curvados aos ídolos visíveis e invisíveis, cultuando imagens — que vão das de barro e gesso à imagem como reputação ou, marketeiramente, apenas como “imagem”? E se assistisse pela televisão à venda de todos os significados cristãos na forma de crença em objetos de energia espiritual pagã? E se visitasse uma “igreja” e visse as filas de pessoas para andarem sobre sal grosso, ou para mergulharem em águas tonificadas do Jordão e a passarem pela Cruz de Jesus — que nesse caso é iluminada com neon e não passa de um tapume religioso extremamente brega — a fim de ganharem um carro zero, como pagamento pela sua crença? E se ele soubesse agora que a fé é um sacrifício que se expressa como dízimos, como troca de bênçãos por dinheiro, de cura pelo sacrifício de longas novenas e correntes, que só não são “quebradas” se a pessoa não deixar de largar sempre algum dinheiro no altar-bolso dos pastores?


O que enojaria a Paulo, todavia, seria ver pastores oferecendo o “sangue do Cordeiro” - e que é um suco de uva — e, segundo o anúncio, a pessoa deve ir ao templo e levar para casa o “sangue do Cordeiro” a fim de ungir a casa de trás para frente e da frente para trás. Desse modo, estão voltando para muito menos que as materialidades da imolação do sangue de um cordeiro — ordenada por Deus no Êxodo — indo para um poderoso suco de uva. E o suco de uva, que é menos que o sangue de um cordeiro na simbolização do Êxodo — período usado pela seita para amparar biblicamente a sua campanha de dinheiro —, é apresentado como “o Sangue do Cordeiro”, que não é mais o que Jesus fez na Cruz e é apropriado pela fé na Palavra, mas passou a ser um fetiche, uma pedra de toque, uma imantação animista da uva, uma regressão ao paganismo mais primitivo, uma mágica de bruxos, uma blasfêmia, um estelionato satânico de uma verdade com a qual não se brinca impunemente: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, tem a vida eterna...As palavras que vos tenho dito são espírito e são vida”— conforme o Cordeiro.

Fazer o que estão fazendo da santidade do sangue do Cordeiro, tornando-o num amuleto de infusão animista e de interesse cambista, e que se materializa num suco de uva que carrega em si o poder de benzer uma casa e protegê-la de todo mal, é insuportável, enojante, blasfemo e é Anátema!
Paulo vomitaria! E Jesus?
O escritor de Hebreus diria que estão brincando com fogo ardente e consumidor e crucificando o Filho de Deus não apenas uma segunda vez, mas todos os dias — fazendo Dele um produto de barganha, mágica e fetichismo, e que leva as pessoas não a Jesus, mas sim à “sessão”, pois, também segundo os mesmos “pastores”, Deus só fala no lugar onde eles, os pastores, estão com a sacola na mão!

Pelo amor de Deus! Leia toda a epístola aos Hebreus, de ponta a ponta, de uma única vez, e, honestamente, responda se o que acabo de dizer acima é muito menos do que a epístola fala! Aqui devo dizer que o que vejo em volta é exatamente o que está dito em Hebreus 6: 1-8. Aquela é a advertência!

E eles precisam que Deus se confine em seus templos, se imante nos seus sucos de uva — e outros produtos mágicos — e se deixe comprar pelo dinheiro depositado como sacrifício aos pés desses lobos que oferecem Jesus como “poder” que se leva para casa em “pacote”; Cristo como “produto simbólico” que pode ser o Pai das luzes, não conforme Tiago, mas conforme Alam Kardec; o Sangue do Cordeiro como suco de uva bom para “proteger a casa”; sim, assim fazendo do que foi feito por Jesus, de Graça, de uma vez e para sempre, algo a ser vendido pelos camelôs do engano e do estelionato!


Se Paulo nos visitasse que epístola nos escreveria? Será que não nos trataria como o fez com as “sinagogas” durante a sua vida?"

Fontes:

Pb. José Roberto A. Barbosa - www.subsidioebd.blogspot.com
FABIO, Caio. Sem barganhas com Deus. São Paulo: Fonte Editorial, 2005, pgs. 172 à 176.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Escândalo político com sexo, poder e corrupção, envolvendo pastor e filha, é denunciado pela revista Veja




A edição desta semana da revista Veja publicou como matéria de capa a história de uma advogada evangélica que, através da influência do pai, que é pastor, aproximou pastores evangélicos de lideranças políticas em Brasília.
Segundo a reportagem da revista, Christiane Araújo de Oliveira passou a trabalhar no governo do Distrito Federal a convite do delegado aposentado Durval Barbosa, que mais tarde ficou conhecido por fazer parte do esquema de propinas que levou o governador do DF, José Roberto Arruda, à cadeia.
Christiane teria relatado em oito horas de gravações em áudio e vídeo que mantinha relações íntimas com políticos e pessoas de grande influência na República para obter favores e facilitações para a quadrilha chefiada por Durval Barbosa. Nas gravações, Christiane relata um relacionamento com o ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, quando ele ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula.
Segundo a advogada evangélica, os encontros aconteciam em um apartamento onde eram armazenadas caixas de dinheiro usado por Durval para comprar políticos. Ela afirma ter entregado ao amante, em um desses encontros, a pedido de Durval, uma gravação em que ele aparecia efetuando pagamentos para políticos . A intenção era mostrar seu poder de barganha à liderança do PT. Toffoli negou ter recebido de Christiane as tais gravações: “Nunca recebi da Dra. Christiane Araújo fitas gravadas relativas ao escândalo ocorrido no governo do Distrito Federal” e afirmou que nunca havia ido ao apartamento mencionado por ela.
O ministro Gilberto Carvalho também é citado por Christiane nas gravações, dizendo que mantém amizade íntima com o secretário geral da presidência da República e que, quando ele era chefe de gabinete do governo Lula, ela teria pedido a ele que interferisse a favor do procurador Leonardo Bandarra, para que ele fosse nomeado Chefe do Ministério Público do Distrito Federal. O pedido, foi atendido, porém atualmente Bandarra está exonerado por ter sido mencionado nos processos que envolviam a máfia brasiliense e responde a cinco processos que estão correndo na Justiça. “Eu não estava nesse circuito do submundo. Estou impressionado com a criatividade dessa moça”, declarou Gilberto Carvalho à reportagem.
O envolvimento do pai de Christiane, o pastor Elói Freire de Oliveira, fundador da igreja “Tabernáculo do Deus Vivo”, em Maceió, aparece na campanha da então candidata a presidente, Dilma Rousseff. Christiane trabalhou no Comitê Central de Dilma, como encarregada de intermediar as conversas com as igrejas evangélicas.
Elói é chamado pelos políticos de Brasília como “profeta” e circula entre as principais figuras políticas do DF. A história de envolvimento de Elói começou com os convites para pregar em outras igrejas, e quando conheceu o pastor André Salles, responsável pela Igreja Evangélica Bíblica da Graça, foi apresentado a Gilberto Carvalho, ao ex-presidente Fernando Collor, ao ex-ministro Adir Jatene, ao governador de Alagoas, a Teotônio Vilela e a ex-ministra Marina Silva.
Com esses contatos, fez fama e facilitou a carreira da filha, que estava, nessa época, estudando direito e morando só em Brasília. Chegou a cobrar R$ 2 mil de cachê para pregar em uma igreja. Atualmente, Elói está afastado dos púlpitos por problemas de fígado, e os cultos da igreja Tabernáculo tem estado vazios, por causa de um suposto adultério cometido pelo pastor. Sua esposa, Maria de Fátima, chegou a se separar dele por alguns meses, e atualmente, coordena um grupo de oração em sua casa, às quartas-feiras.
Sua filha, Christiane, após ter trabalho no Comitê Central de Dilma, foi convidada para integrar a equipe de transição de governo, porém, foi demitida quando seu envolvimento com a máfia das sanguessugas foi descoberto pela equipe da presidente eleita. Segundo o procurador que colheu um dos depoimentos de Christiane, o material foi enviado à Polícia Federal para ser anexado às investigações da Operação Caixa de Pandora, e um segundo depoimento foi tomado pela própria PF, porém nenhuma das revelações de Christiane foi incluída de forma oficial no relatório das investigações. (Fonte: Gospel +).




Meu comentário: Para quem não lembra, no meio do escândalo que detonou o governo do Arruda no Distrito Federal, houve aquela famosa "oração pela propina", quando a televisão mostrou em rede nacional o Dep. Brunelli, filho do Missionário Doriel de Oliveira, fundador da Casa da Benção, com sede nacional em Brasília, recebendo uma grana do Durval; e, depois, na companhia de outro Deputado, pediu para orar; e, na sua oração agradeceu a grana, a benção da existência do Durval; agradeceu a “força” ao Senhor; e pediu que aquele recurso desse a eles o poder de vencer os inimigos políticos deles; e ainda evocou o sangue de Jesus, dizendo: “Somos falhos, mas o teu sangue nos faz todo bem”. Que fervor de oração! Era com esse pessoal que a jovem da capa da Revista Veja estava ligada. Uma confraria bem espiritual, não acham?

A mistura de política, religião, sexo e dinheiro dá nisso mesmo. O pai da advogada, um pastor "profeta", acostumado a dar umas "consultas espirituais" para os políticos, coloca a filha no meio político. Logo em seguida, ela se torna amante de alguns figurões do meio. Se fosse pesquisar no Brasil, acredito que vai se descobrir histórias das mais tenebrosas, resultados dessa mistura.



Bem que Jesus disse “o meu reino não é deste mundo”, mas parece que o pessoal não anda ligando para isso.






sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Rei Davi - além da disputa entre a Globo e a Record – parte 02

Depois da célebre luta com o gigante Golias, Davi se tornou um herói nacional e com o tempo passou a ser amigo do primogênito de Saul, Jônatas e ainda se tornou genro do rei ao se casar com Mical. A fama de Davi, causou o ciúme do Rei, tramando Saul sempre uma forma de tentar matar Davi. A situação chegou a ponto de Davi ter que viver como fugitivo por alguns anos. A ele se juntaram sua família e os descontentes e amargurados com o rei que estava no poder. Ao todo acabou sendo formado uma tropa militar de cerca de quatrocentos a seiscentos homens.


Aos trinta anos de idade, quando Saul e Jônatas morrem em uma batalha contra os filisteus, Davi se torna rei da tribo de Judá e sete anos mais tarde de todo Israel. Trata logo de conquistar a cidade de Jerusalém e de transformá-la na nova capital dos hebreus. Se torna bem sucedido nas guerras contra as nações vizinhas, aumenta a área territorial de Israel e faz tratados comerciais com reinos como Tiro e Sidon, de onde importa madeira e trabalhadores para construir seu palácio real. Planeja construir um templo para Deus, mas o profeta Natã diz que ele derramou muito sangue e o templo terá que ser erguido por alguém mais pacífico e profetiza que um de seus filhos se assentará em seu trono e fará a edificação do santuário.


Já na meia idade, com o reino consolidado interna e externamente, Davi apesar de ser polígamo, casado com várias mulheres, se envolve com a mulher de um valente soldado seu. É um dos adultérios mais famosos da história. O adultério foi seguido de um planejado homicídio de Urias marido da mulher. Depois da morte de Urias, Davi se casa com Bateseba e pensa que está tudo resolvido, mas é confrontado pelo profeta/conselheiro espiritual Natã com relação ao seu pecado. Apesar da lei mosaica dizer que os adúlteros teriam que ser apredejados, isso não aconteceu nesse caso, talvez porque em se tratando do rei, ninguém teve coragem para tal. Pois o fato deve ter repercutido na corte do palácio e daí para o resto do país. Davi diferente de alguns monarcas, que mandavam matar profetas quando os confrontavam, ele admite que pecou, compõe o salmo 51, que é de uma beleza poética maravilhosa, ao mesmo tempo que expressa uma linda oração de arrependimento. O profeta então lhe diz que Deus lhe perdoou o pecado, mas que seus dois atos, terão consequências negativas em sua vida familiar e muita dor ele ainda sofreria.


Nos últimos quinze anos tanto do reinado e vida de Davi, não foram nada tranqüilos. Levante de uma cidade, um censo militar que se causou tragédias, não foram seus maiores problemas que ele enfrentou, pois foi dentro da sua casa que surgiria as piores dores. O filho primogênito Amom estupra sua meia-irmã Tamar. Seu irmão Absalão mata o meio-irmão Amon, pois queria não viu punição do pai em relação a um estupro em família. Absalão é exilado, depois retorna com rancor e incentivado pelo conselheiro-mor de Davi, Aitofel (avô de BateSabe) tenta um golpe de estado contra o próprio pai. Davi tem que fugir da capital, juntamente com parte da corte palaciana. Na batalha entre os dois exércitos, o pai vence o filho, mas mesmo tendo solicitado aos seus soldados para que não ferissem Absalão, desaba em prantos ao saber que seu general, matou pessoalmente seu filho. Já na casa dos 70, sentindo seu corpo envelhecido e fragilizado, talvez mais pelas dores pessoais do que pela idade, ainda vê seu quarto filho Adonias tentar assumir o trono com o apoio do mesmo general que matara Absalão. Davi então, intervém na sucessão e nomeia Salomão (filho de Batesabe) como o próximo rei. Essa disputa pelo trono resultará pouco depois na morte de Adonias, ordenada por Salomão.


O nome de Davi é o do personagem do Antigo Testamento que mais aparece no Novo Testamento, e das mulheres que teve, a escolhida para fazer parte da genealogia de Cristo, foi justamente Batesabe, por razões que só Deus sabe, pois Ele conhece os corações e não segue o que pensam os moralistas de plantão. Na primeira postagem eu iniciei dizendo que a vida de Davi sempre me chamou a atenção, e o fez não pelos seus feitos extraordinários como matar um gigante, mas sim pela sua humanidade, com seus altos e baixos, santo e pecador. Foi chamado pelo Senhor, como o homem segundo o seu coração, suas orações nos Salmos, mostram como eram seu amor e dedicação a Deus. Cometeu grandes erros, mas que foram seguidos de grandes arrependimentos que Deus considerou como genuínos. A lição que fica para mim, é que nem todos podemos ser reis como Davi, mas podemos ser homens e mulheres segundo o coração de Deus.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Rei Davi - além da disputa entre a Globo e a Record

Tenho acompanhado a minissérie "Rei Davi", exibida pela rede Tv Record. A notícia é que a Record tem conseguido uma boa audiência com ela e tem conseguido superar a rival Globo durante os horários de alguns programas, como o final da minissérie "Um brado retumbante" (que aliás eu gostei), e os horríveis "Big Brother Brasil e Amor e Sexo". Quando a Record fez as minisséries "A história de Rute e Sansão e Dalila", eu vi alguns pequenos trechos e desisti de acompanhar pois achei tanto o cenário como os atores ficaram muito a desejar. Porém quando assisti o primeiro capítulo de "Rei Davi", o fiz por curiosidade, não tendo nenhuma espectativa no que iria ver e já pensando que esse seria também o último capítulo que iria ver. Já critiquei a Record aqui no blog algumas vezes, mas gostaria de dizer que ela está de parabéns pela qualidade da minissérie. Para mim, não ficou muito a dever com relação à produções norte-americanas e européias que já vi sobre Davi. Os atores estão bem, principalmente o ator Leandro Léo, que fez o papel de Davi ainda jovem e o veterano Gracindo Jr. que está dando um show de interpretação como rei Saul.


Mas disputa por ibope e produções artísticas a parte, gostaria de escrever hoje um pouco sobre Davi. Se trata de um personagem bíblico que sempre me chamou a atenção. Rei, estadista, poeta, soldado, herói nacional e sendo ainda um ancestral genealógico de Jesus. Aliás, em algumas passagens do Novo Testamento, Jesus é chamado pelo povo de “Filho de Davi”. Já li e reli várias vezes os livros de I e II Samuel, onde sua história é narrada. Um jovem pastor de ovelhas, filho caçula de um pequeno fazendeiro, que um belo dia recebe a visita do profeta Samuel em sua casa, com a notícia que estava ali para ungir o próximo rei de Israel. Davi tinha mais sete irmãos, sendo os mais velhos soldados no exército do rei Saul, o primeiro monarca de Israel. Samuel além de profeta, era sacerdote e foi o último juiz de Israel. Ungira há cerca de trinta anos atrás, Saul como rei, que iniciou até bem o governo, mas depois passou a não obedecer as ordens do Senhor, recebendo como punição a rejeição divina para que seu reinado não fosse confirmado. Porém, o próprio pai de Davi, naquele dia em que tinham uma visita ilustre, não havia chamado o filho mais novo para aquele almoço especial em sua casa. Ele foi esquecido pelo próprio pai, mas não por Deus que o elegera para ser o próximo rei. Davi soube permanecer no seu lugar e não forçou a barra e nem tentou abrir algumas portas de qualquer maneira, pelo contrário, esperou Deus lhe abrir as portas certas, na hora certa. A luta sua contra Golias foi o cenário que Deus lhe preparou, para apresentá-lo a nação de Israel.


Continua...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Milionários da fé: Conheça os pastores mais ricos dos Estados Unidos








O blog colaborativo Huffington Post é um dos mais influentes do mundo. Na sua página sobre religião, publicou recentemente uma matéria fazendo um levantamento de quanto ganham os pastores mais famosos.
A lista tem 10 nomes e a maioria tem influenciado igrejas no mundo todo com seus livros, vídeos e projetos. Embora a imensa maioria dos pastores sérios não ganhe um salário muito fora dos padrões dos membros de sua igreja, há exceções.
Nos Estados Unidos, por exemplo, um pastor geralmente ganha o equivalente a um delegado de polícia. Alguns têm seu salário atrelado ao volume de dinheiro arrecadado em sua igreja ou ministério. Alguns têm o rendimento estabelecido pela denominação a que pertencem.
No entanto, assim como no futebol, há os que se destacam, ficam famosos e ricos em pouco tempo. Para muitos deles, a renda elevada não vem apenas de seu salário como pastor, mas também de doações individuais, vendas de livros, vídeos, estudos e material de sua autoria.
Alguns casos, como o de Pat Robertson são emblemáticos. Ele é acusado de manter uma mina de diamantes na Libéria, África, mas nega. A maioria dos bens que possui não estão em seu nome, mas no dos filhos. Isso dificulta um levantamento mais preciso.
Os grandes ministérios não costumam revelar quanto arrecadam a cada ano. Porém, existem sites evangélicos que divulgam listas parecidas. A lista abaixo não é precisa, mas serve para dar uma ideia do que significa ser um multimilionário da fé.
1) O televangelista Kenneth Copeland tem um conhecido ministério que leva o seu nome. Ele teve suas finanças investigadas, juntamente com outros pastores, entre 2007 e 2011 por uma comissão no Senado americano liderada pelo republicano Charles Grassley, do Iowa. Nada de irregular foi comprovado contra os investigados.
Segundo um levantamento da imprensa, em 2008, a sede de seu ministério é uma fazenda perto de Fort Worth, no Texas. Ela possui além de uma igreja, uma pista de pouso particular, um jatinho avaliado em 17 milhões de dólares e uma mansão de seis milhões. Estima-se que sua fortuna gire em torno de 70 milhões de dólares.
2) Creflo A. Dollar é o pastor fundador da World Changers Church International, uma das maiores igrejas dos Estado Unidos, com 30 mil membros. O ministério tem igrejas afiliadas em várias cidades grandes, além da sede em Atlanta. Também apresenta o programa “Changing Your World” [Mudando o seu mundo] pela TV a cabo e dirige a gravadora Arrow Records. O jornal New York Times publicou uma matéria mostrando que ele dirige um Rolls-Royce do ano, possui seu próprio jatinho, além de uma mansão de um milhão de dólares em Atlanta e um apartamento de US$ 2.5 milhões em Nova York. Em certa ocasião o ex-pugilista Evander Holyfield doou para Cleflo 7 milhões de dólares durante uma campanha.
3) John Hagee é pastor sênior da Igreja Cornerstone, na cidade de San Antonio, Texas e CEO da Global Evangelical Television. Segundo o The American Prospect, Hagee iniciou com um canal de TV sem fins lucrativos. Em 2004, transformou a TV em uma igreja e passou a ser conhecido como executivo de uma organização sem fins lucrativos de San Antonio, ganhando cerca de US$ 1 milhão por ano. O artigo também menciona que, como seu canal de TV era isento de impostos, ele tinha um salário incompatível, recebendo outros US$ 300.000 mensais de sua igreja.
4) O pastor Joel Osteen lidera a Igreja Lakewood, em Houston, Texas, considerada a maior igreja evangélica dos Estados Unidos, com cerca de 45 mil membros. Ele é um dos pastores mais ricos do país, o que já lhe rendeu inúmeras críticas por ostentar tanta riqueza e defender a teologia da prosperidade como regra para o cristão.
Ele abriu mão de seu salário anual de 200,000 dólares que recebia da igreja há muitos anos atrás. Toda sua riqueza atual vem da venda de seus livros e vídeos. Juntamente com sua mulher, Victoria Osteen, vive em mansão avaliada em US$ 10,5 milhões e medindo mais de 5.000 metros quadrados.
5) De acordo com uma investigação do canal WFAA-TV em 2010 de Dallas, Texas, o pastor Ed Young, da Igreja Fellowship tinha uma casa de quase 4.000 metros quadrados, avaliada em 1,5 milhão de dólares. O salário que recebe anualmente da igreja é de 240.000 dólares. Além disso, ele tem uma renda não anunciada da venda de material de sua autoria. Também possui seu próprio jatinho.
6) Franklin Graham, filho do famoso evangelista Billy Graham, é o atual presidente da Associação Evangelística Billy Graham e do ministério de ação social Samaritan’s Purse. Ele recebe como salário cerca de US$ 1,2 milhões, segundo foi divulgado pelo ministério em 2008. Críticas sobre essa remuneração elevada o fizeram abrir mão de parte de seu salário a partir de 2009, no auge da crise financeira norte-amerciana.
7) Rick Warren, pastor da Igreja Saddleback, em Lake Forest, Califórnia, passou a ganhar dezenas de milhões de dólares com seus livros, “Uma Igreja com Propósitos” e “Uma Vida com Propósitos”. Em 2005, decidiu devolver aos cofres de sua igreja o equivalente a 25 anos de salário recebidos até então e declarou que ele e sua esposa seria “dizimistas ao contrário”, pois dariam 90% de sua renda para a igreja e viveriam com os outros 10%.
8) Max Lucado é o possivelmente um dos autores cristãos mais conhecidos do mundo. Ele já vendeu aproximadamente 65 milhões de cópias em todo o mundo. Se ele ganhou no mínimo um dólar por cada livro, a conta é fácil. Ele diz não receber salário da igreja que pastoreia, a Oak Hills em San Antonio, Texas.
9) Benny Hinn ficou famoso por suas cruzadas de cura e milagres. Hoje não está a frente de uma igreja, mas anos atrás disse que Deus lhe pedira para construir um “Centro de Cura Mundial”. Cerca de US$ 30 milhões foram arrecadados, mas o centro nunca foi construído. Hinn nunca divulgou publicamente o seu salário, mas em 1997 declarou à CNN que sua renda anual, incluindo royalties de livro chegava a US$ 1 milhão. Um porta-voz do ministério de Hinn disse que recebia cerca de US$ 60 milhões por ano em doações. Recentemente divorciado, Hinn sempre deu bastante ênfase em prosperidade durante suas pregações.
10) Joyce Meyer é a mulher mais bem sucedida da lista. Estima-se que a arrecadação de seu ministério chegue a US$ 95 milhões por ano. Ela tem um jatinho CL-600 Challenger, que lhe custou US$ 10 milhões e vive em uma casa de US$ 2 milhões. Anos atrás teve suas contas investigadas por suspeita de lavagem de dinheiro. Uma lista de bens foi divulgada totalizando cerca de 5,7 milhões de dólares apenas na sede do seu ministério.
FONTE: GOSPEL PRIME




MEU COMENTÁRIO: Ao ver esse levantamento, creio que alguns líderes evangélicos brasileiros possuem patrimônio e renda superior há alguns dos citados acima. Isso comprova que a teologia da prosperidade que nasceu nos Estados Unidos, ganhou tanto terreno no Brasil, que alguns pastores por aqui já "prosperaram" mais do que seus colegas norte-americanos. Para mim uma das maiores heresias é mudar o conceito de "Reino de Deus", anunciados por João Batista e Jesus Cristo em "Impérios milionários pessoais". Isso sim, é uma tremenda heresia!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Meu namoro é de Deus? Esclareça minha dúvida por favor!

Pastor Juber, gostaria de ter um esclarecimento a respeito da famosa dúvida que atormenta a cabeça de muitos jovens, inclusive a minha mais uma vez: " Meu namoro é de Deus?".

Sou evangélica, e durante 3 anos namorei um rapaz da igreja católica, e o pai dele não gostava muito de mim, pela minha religião e pelas atitudes da minha mãe. Depois desse tempo, terminamos o namoro, e fiquei muito triste e deprimida. Depois de uns meses, iniciei um novo namoro, com o rapaz da Igreja Assembléia de Deus. No início do namoro, eu e ele pedimos ao pastor da Igreja dele (Assembléia de Deus, porque antes eu era da Presbiteriana, e agora que vou unir a Igreja Assembléia) para orar para o início do nosso namoro e nos abençoar. Estamos namorando há um ano, mas a distância, em que nos víamos duas vezes por mês praticamente, porque eu estudava em uma universidade federal em outra cidade. Desde o início do namoro, ambos familiares apoiaram.


Entretanto, há uns 6 meses, minha mãe e a mãe dele não combinam, e isso tem interferido no meu namoro, porque sempre uma traz conversa de outra, fazem fofoca uma da outra, além de minha mãe ser sempre perseguida pela forma que Deus a usa. Mas estamos deixando o desentendimento das duas de lado, e focando apenas no nosso namoro, que foi o que aprendemos com essa circunstância. E devido a isso, estamos querendo ir para outra Assembléia de outro bairro, para evitar que os desentendimentos delas causem mais tristezas. Mas há uma semana uma irmã de oração, amiga da minha mãe, tem me questionado se Deus confirmou meu namoro. Daí eu sempre me pergunto: que tipo de confirmação é essa? Algum profeta vir e falar que sim, ou que não? Ou fato de haver esse desentendimento entre minha sogra e mãe, que tem me tratado diferente por conta da minha mãe, já quer dizer que não é de Deus? Depois dessa indagação, fico me questionando porque não seria de Deus?


Minha mãe diz que Deus tem algo melhor para mim, porque eu tenho curso superior e meu namorado não tem, porque Deus tem que trabalhar no ministério dele e tal. Mas esse namoro tem me trazido tanta felicidade mais que antes, tudo que sonhei, o fato de namorar alguém evangélico, que trabalhasse na obra de Deus que não fosse só simplesmente alguém de ir na igreja e cumprir papel, alguém me ajudasse em oração, alguém que estivesse comigo para namorar de acordo com os preceitos de Deus e tudo mais. E o que eu e ele mais queríamos que eu estagiasse em uma grande empresa em minha cidade, para também ficar perto dele, Deus concedeu. Estou confusa, não porque não seu se o amo (Porque o amo demais), mas por novamente não poder realizar meus sonhos, porque estaria namorando a pessoa errada.Obrigada Pastor!Que Deus lhe abençoe!


Minha resposta:

Uma das maiores preocupações cristãs é saber a vontade de Deus. Nos capítulos 9 a 11 da carta aos Romanos, o apóstolo Paulo fala da inescrutabilidade da vontade de Deus, mostrando que ela não está disponível à nossa compreensão. No final do capítulo 11 ele nos põe a todos contra a “parede do mistério”, e nos diz que ninguém consegue discernir os caminhos do Senhor. O interessante é que após dizer isto, ele reinicia seu pensamento com a seguinte declaração:"Rogo-vos pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita VONTADE de Deus" (Romanos 12:1;2).A VONTADE de Deus não é para ser conhecida como um oráculo, e sim experimentada. O que pode nos colocar no caminho da experiência da VONTADE de Deus não é uma revelação profética do nosso futuro, mas a consciência em fé acerca da misericórdia recebida, e que nos enxertou na “oliveira da salvação”.Assim, é a consciência da eleição no amor de Deus aquilo que nos põe no caminho não do “conhecimento” da VONTADE de Deus, mas de sua experiência. A vontade de Deus é que vivamos em amor a Ele e ao nosso próximo.

Você me pergunta se o seu namoro é de Deus, e eu respondo que sinceramente não sei. O que sei foram apenas algumas informações que você me deu sobre seu relacionamento atual e o anterior. Que namorou um moço não evangélico por três anos e pelo que escreveu um dos motivos do término, foi porque o pai dele não gostava das atitudes de sua mãe e estendeu o desgosto a sua pessoa. Depois você inicia outro relacionamento com um moço evangélico da igreja Assembléia de Deus que conta com a simpatia inicial dos pais de ambos, mas depois ficam contra, porque as duas sogras não se dão bem. De cara, já deu para sentir que sua mãe teve participação tanto no primeiro relacionamento quanto no atual. Você se refere ao motivo da antipatia do ex-sogro e da atual sogra a sua mãe por causa das "atitudes dela", no primeiro e a "forma que Deus a usa" no segundo. Acho estranho isso, porque não creio que Deus usa alguém para causar intrigas, antes Ele nos chamou a paz.

Você era da igreja presbiteriana e veio para a Assembléia para ficar junto com seu namorado, mesmo vocês namorando a distância. Agora quer ir para outra igreja da Assembléia para que as mães não cause mais tristeza. Fiquei sem entender se as duas frequentam a mesma igreja. Agora que uma intriga familiar acaba influenciando a relação, isso não tenho a menor dúvida. No entanto, quem vai se casar é você e não sua mãe, ou sua sogra, portanto a decisão é sua e do seu namorado. Deus nos deu a cabeça para pensar, ficar procurando um vidente, profeta ou profecia para saber se o namoro é de Deus ou não, só produz paranóia e confusão. Namoro é para conhecer mesmo. Orem a Deus e avaliem juntos se o amor de vocês vai dar para segurar essa barra da briga das mães. É claro também que não pode deixar de considerar a possibilidade das duas se acertarem um dia. No entanto, repito a decisão é de vocês dois. Que Deus os ilumine.
Pr. Juber

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

‘Comportadas’, grifes evangélicas lucram com público segmentado








Em meio ao competitivo mercado da moda, a confecção de Fabrício Guimarães Pais tem visto sua produção crescer cerca de 20% a cada ano. O segredo do empresário foi encontrar o público certo.
“Depois que mudamos para moda evangélica, nosso faturamento aumentou de forma considerável”, diz Pais, diretor da Kauly Moda Evangélica, instalada no Brás, tradicional centro de compras da capital paulista, e que hoje fabrica 30 mil peças por mês e lança de 100 a 200 modelos diferentes em cada coleção.
Assim como Pais, empresários do ramo de confecção têm investido cada vez mais na moda evangélica, atendendo à mulher que antes tinha de procurar em lojas não especializadas roupas que correspondessem ao estilo exigido pela maioria das igrejas: mais comportado, porém, não menos sofisticado.
"A gente conseguiu achar esse mercado, que é um mercado inovador, que muita gente procurava essa moda, mas que quase ninguém fabricava. Um pouco, acho, por medo. (...) Todo mundo tem um pouco de medo de fazer um foco só, direcionado, e a roupa não vender. No nosso caso, poderia ter dado tudo errado”, conta Pais.
Nas mãos dessas confecções brasileiras, o que poderia ser encarado como limitação se transforma em estímulo para criar peças cada vez mais modernas, sem deixar de obedecer às regras de vestimenta dos evangélicos, que, embora tenham algumas variações, dependendo da igreja, vetam calças, decotes e transparências. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, com base no Censo de 2000, a população de evangélicos do país era de 26,18 milhões.
Outros empresários viram na necessidade da própria família uma oportunidade de negócio. Sabendo que a principal queixa das mulheres era encontrar roupas adequadas às exigências, mas com estilo, Laerte de Oliveira Tolentino entrou no ramo de moda evangélica e viu sua equipe crescer de 20 para 250 funcionários diretos e indiretos em dez anos. Dono das grifes de moda evangélica Applausos e Via Toletino, de Maringá, no interior do Paraná, o empresário agora tem planos de expandir seus negócios, melhorando seus pontos de venda, que hoje estão mais concentrados nas regiões Sul e Sudeste, e na qualidade dos produtos.
"A necessidade de segmentação vem se intensificando nos últimos anos. As mulheres evangélicas tinham muita dificuldade para conseguir roupas no estilo que precisavam e desejavam, porque a mulher evangélica também quer ficar bonita, na moda, quer frequentar os cultos bem vestidas. Ser vaidosa não é negativo”, diz Selma Felerico, coordenadora da pós-graduação na área de Comunicação da ESPM, especializada em estudos sobre o público feminino.
Cantora Damares (Foto: Divulgação)
A cantora Damares é um exemplo de evangélica que gosta de se vestir bem e estar na moda. "Meu estilo é clássico, mas diferente, com um toque pessoal. No meu caso, compro as roupas prontas ou mando fazer, dependendo da ocasião. Já até recebi umas propostas para lançar uma marca de roupas evangélicas e sapatos", conta.
Diante da dificuldade de encontrar roupas em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, a auxiliar de SAC Leila Silva Fonseca, 28 anos, se desloca para São Paulo atrás de roupas que atendam a seu gosto. “Por ser pastora de uma igreja evangélica, tenho que estar sempre bem vestida e elegante, e as lojas que existem hoje em dia não estão adequadas a este perfil. Por isso, quando vou comprar, vou até São Paulo para comprar roupas de grife. Já comprei roupas de outros tipos de marca, mas há aproximadamente um ano, só compro roupas e sapatos de marca [evangélica]”. Para Leila, a vantagem dessas roupas está na confecção e no acabamento, “deixando a roupa mais confortável e elegante".
Ivove Gonçalves é dona da Raje, uma das mais antigas confecções de moda evangélica em São Paulo (Foto: Anay Cury/G1)
Na Raje Jeans, o carro chefe são as saias, que custam de R$ 39 a R$ 45 e recebem no tecido aplicações de muitos detalhes. “A moda evangélica não proíbe nada de acabamento que não seja escandaloso. Hoje, as moças evangélicas querem sempre estar dentro da moda. Podem estar discretas, mas com a cor da moda, por exemplo. Qualquer tipo de roupa que esteja sendo usada, que é lançado por estilista famoso, que está na mídia, pode ser usada, sem problema nenhum. Tudo é permitido desde que [ela] não esteja usando uma roupa muito curta, uma calça comprida, uma roupa sem manga e decotada”.
Hoje, os três principais canais de venda das confecções evangélicas são lojas físicas, revenda e internet, cuja procura tem sido cada vez maior. “Pela internet, economizo tempo e adquiro peças que geralmente não encontro por aqui. Nem sempre os tamanhos dão certo, mas, no meu caso, sempre encontro alguém em que caiba e nunca devolvi nenhuma peça”, disse a policial civil Maria de Fátima Costa da Silva, 51 anos, de Natal (RN).
Do total de clientes que Thais Cristina Barbosa, de Osasco, São Paulo – ela não revelou o número – 10% não são evangélicas. E é esse filão que muitas empresas também querem atingir. “São mulheres que trabalham em banco, escritório, por exemplo, e que querem roupas bonitas, mas mais discretas, na altura do joelho.” “É muito difícil achar coisas que sejam discretas, mas de bom gosto. Eu mesmo passei por isso no início. Agora não, uso as roupas que gosto e faço até marketing”, conta.
Como as roupas costumam cobrir ombros e pernas, muitas mulheres que usam tamanhos grandes e que, independentemente de serem evangélicas ou não, não gostam de mostrar os braços, por exemplo, têm recorrido aos modelos desse tipo de moda. “Às vezes, as clientes entram aqui, se apaixonam por um vestido e só quando vão pagar é que veem que a loja é de moda evangélica”, afirmou Fabrício Pais.
Tamanho aumento da quantidade de confecções que estão sendo abertas – ainda não há dados oficiais -, muitas empresas chegam a se queixar e até começam a reduzir a produção neste início de ano. É o caso da Clara Rosa Moda Evangélica, de Cianorte, no interior do Paraná. “A procura é grande no setor, mas nós não crescemos de 2010 para 2011. Mantivemos o faturamento, porque houve um reajuste de preços, mas não crescemos”, afirma o diretor Aparecido Martins de Lima.
RiscosAntes de abrir um negócios, por mais interessante que possa parecer, é preciso antes de tudo estudar o público alvo e desenvolver um plano de negócios, principalmente em moda, de acordo com Ivan Bismara, coordenador do curso de Moda da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).Para os próximos anos, a coordenadora da pós em Comunicação da ESPM afirma que o universo infantil deverá ganhar mais atenção da moda evangélica. “Era uma coisa muito necessária [a moda evangélica]. Cresceu e vai continuar crescendo”, diz Selma.
Fonte: Anay Cury, no G1



Meu Comentário: O público evangélico é um segmento de mercado extremamente atraente com seus hábitos de consumo diferenciados. Excelente mercado para explorar. Depois da classe C, os evangélicos são o novo hit do momento.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A entrevista de Caio Fábio com Edir Macedo

Essa entrevista não é recente, nem foi feita em nenhuma revista, tv, rádio ou site. Foi uma entrevista, concedida pelo Macedo ao Caio em abril de 1991, um mês antes da fundação da AEVB (Associação Evangélica Brasileira). Ela está publicada no livro “Confissões do Pastor”, lançado em 1996 pela editora Record. Muitas águas já rolaram nos últimos 16 anos, no Brasil, no mundo, e entre o movimento evangélico, inclusive com o próprio Caio Fábio, que na época era um conhecido líder evangélico, sendo o presidente da AEVB. Mas eu vou postar esse trecho do livro porque, apesar de mostrar um momento histórico, ajuda a entender a formação da igreja, e o modo de pensar de um dos "pais" (talvez o maior) do movimento neopentecostal brasileiro. É bom que se diga também que Macedo, jamais negou tal encontro com Caio Fábio. Abaixo, o trecho transcrito do livro onde o Caio narra, como foi aquele encontro ou entrevista:




“No dia 17 de maio de 1991 a Associação Evangélica Brasileira foi criada em São Paulo, com a presença de representantes dos setenta principais grupos evangélicos nacionais, e eu fui eleito seu primeiro presidente.
Eentretanto, havia o imenso preconceito da mídia e dos formadores de opinião pública quanto a quem eram os evangélicos, pois o estereótipo relacionado aos pastores nos colocava a todos no plano dos aproveitadores, picaretas, estelionatários, fanáticos, alienados, truculentos, intolerantes e oportunistas.
Entre 1990 e 1991 era difícil você se apresentar como pastor. A sensação que dava era a de que a categoria estava em pé de igualdade com bicheiros, traficantes e os piores políticos e policiais. E quanto mais próximo da classe média se andasse, mais forte era o clima de rejeição que se experimentava. Não havia apedrejamento, nem qualquer violência, como houve quando da chegada protestante ao Brasil. Entretanto, levei muita pedrada de olhares e sofri muito enforcamento psicológico em lugares sofisticados.




Nunca botei a culpa daquilo no diabo ou em qualquer tipo de conspiração católica contra nós. Desde cedo percebi que nosso problema tinha a ver, sobretudo, com as coisas erradas que alguns ditos evangélicos faziam e que se tornavam a referência a partir da qual todo o grupo era julgado.
E a única forma possível de enfrentar a situação exigia uma ação com duas faces: alguém ou alguns teriam de correr o risco de denunciar aquele modelo pseudo-evangélico e, ao mesmo tempo, perder a discrição e deixar a sociedade ver as coisas boas que os evangélicos faziam. Mas como eu na prática não sabia o modo de iniciar aquela guerrilha de redenção da nossa imagem, resolvi apenas orar e pedir que Deus levantasse alguém para fazer aquilo.

O problema é que o nosso telhado era de vidro. “Como é que a gente vai falar de ética, se todo mundo pensa que nossa postura ética é aquela representada pela imagem pública do Edir Macedo?”, perguntei a mim mesmo inúmeras vezes.

O problema é que Macedo não queria nem ver evangélico. Tendo saído da Igreja de Nova Vida — denominação criada pelo missionário canadense Roberto MacLister —, Edir tinha criado a Igreja Universal do Reino de Deus — IURD, que era uma espécie de síntese entre várias químicas religiosas. Havia de tudo um pouco: um grito de guerra (Jesus Cristo é o Senhor!) e um fervor na ação (Vamos ganhar o mundo para Jesus!), que eram genuinamente evangélicos; combinados a uma teologia católico-medieval (Deus não faz nada de graça, sem sacrifício, e o dinheiro é a moeda de troca entre o homem e as bênçãos divinas) e a uma simbologia afro-ameríndia, com farta utilização de elementos mágicos das religiões populares, tais como sal grosso, ramo de arruda, óleo sagrado, caminhos físicos pavimentados com sal, que abençoam aqueles que por eles caminham, e o oferecimento de dezenas de outros objetos feitos santos, que iam desde o estilingue de Davi até uma lavagem das mãos com o sangue de Cristo numa bacia.

Todas essas coisas eram consideradas por eles como pontos de contato entre a pregação da Universal e a necessidade mística dos brasileiros. Do ponto de vista meramente marketeiro, era fantástico, mas visto sob o ponto de vista dos conteúdos da fé evangélica, era um escândalo de promiscuidade doutrinária.

A entrevista:

Caio Fábio - Eu não quero pensar que sei quem você pelo que a mídia diz. Eu quero conhecer você — disse. — Dá pra você me dizer como você chegou a se converter e se tornar evangélico?
Edir Macedo — Eu não sei se eu quero ser visto como evangélico. Eu prefiro ser visto como outra coisa. Fiquei muitos anos com os evangélicos e só perdi tempo — ele iniciou num tom rabugento, amargurado, quase agressivo.

Caio Fábio: - Mas me fale de sua conversão? — insisti.

Edir Macedo: — Eu vim da bruxaria e me converti na Igreja de Nova Vida. Fiquei muito tempo lá. Depois, a Nova Vida perdeu a visão. Virou quase uma Igreja Católica, fria, sem briga, sem vontade de crescer. Então procurei os líderes de lá e falei que estava saindo. “Vocês ainda vão ouvir falar de mim”, foi o que eu disse pra eles. Aí comecei o meu trabalho e cresci. Não sou uma igreja. Sou uma cruzada, um movimento de guerra contra o diabo. Mas não me dou bem com os evangélicos.
Só me perseguem. Não me entendem — desabafou.

Caio Fábio: Depois dele, foi minha vez. Contei como me tornara um cristão e quais eram os meus compromissos de vida.
— Mas por que você faz coisas tão estranhas? E por que tanto misticismo e tanta ênfase em coisas controvertidas? — perguntei a Macedo.

Edir Macedo: — Olha, cada um pesca com o que tem e como sabe. Você pesca com camarão. Fala bem, é preparado e ganha gente preparada. Outro pesca com pão. Outro com minhoca. E tem peixe que só gosta de minhoca. E tem outros que pescam como eu, com fezes. Tem gente que só gosta do que eu ofereço. O povo que eu quero não vai te ouvir. É gente que ninguém quer. Eu quero. É o pessoal que eu consigo pescar do meu jeito, com as coisas que eu ofereço — ele falou quase como se estivesse filosofando sobre algo absolutamente novo.

Caio Fábio: — Mas você não acha que dizendo que cada um dá o que tem e o que as pessoas querem, você está dizendo que o evangelho não tem conteúdo? E que a gente pode adulterar a mensagem como quiser pra atender aos gostos deste mundo? É isso que você tá dizendo? — indaguei sem querer ser rude, mas achando crucial a resposta dele. Afinal, era a primeira vez que eu ouvia um líder religioso ocidental confessar com sinceridade e honestidade que os fins justificavam os meios. Muitos agiam segundo a mesma filosofia, mas maquiavam muito bem suas ações.
Macedo, entretanto, era honesto em suas convicções e não tentava me iludir a respeito.

Edir Macedo: — Eu não tenho paciência pra filosofia. Aqui a gente não tá querendo pensar muito nessas coisas. A Nova Vida parou porque ficou com essas perguntas todas. O negócio é ganhar gente. Também não gosto desse negócio de Escola Bíblica Dominical e nem de seminário. Teologia tira a garra do obreiro. Eu não tenho essas coisas na Universal”.

Fonte: Caio Fábio, Confissões do Pastor, 1996, Editora Record, págs 199-202.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

As raízes históricas da teologia da prosperidade

O evangelicalismo brasileiro apresenta características apreciáveis e preocupantes. Entre estas últimas está o gosto por novidades. Líderes e fiéis sentem que, para manter o interesse pelas coisas de Deus, é preciso que de tempos em tempos surja um ensino novo, uma nova ênfase ou experiência. Geralmente tais inovações têm sua origem nos Estados Unidos. Assim como outros países, o Brasil é um importador e consumidor de bens materiais e culturais norte-americanos. Isso ocorre também na área religiosa. Um movimento de origem americana que tem tido enorme receptividade no meio evangélico brasileiro desde os anos 80 é a chamada teologia da prosperidade. Também é conhecida como “confissão positiva”, “palavra da fé”, “movimento da fé” e “evangelho da saúde e da prosperidade”.



A história das origens desse ensino revela aspectos questionáveis que devem servir de alerta para os que estão fascinados com ele. Ao contrário do que muitos imaginam, as idéias básicas da confissão positiva não surgiram no pentecostalismo, e sim em algumas seitas sincréticas da Nova Inglaterra, no início do século 20. Todavia, por causa de algumas afinidades com a cosmovisão pentecostal, como a crença em profecias, revelações e visões, foi em círculos pentecostais e carismáticos que a confissão positiva teve maior acolhida, tanto nos Estados Unidos como no Brasil.



A história de seus dois grandes paladinos irá elucidar as raízes dessa teologia popular e mostrar por que ela é danosa para a integridade do evangelho. Embora os adeptos da teologia da prosperidade considerem Kenneth Hagin o pai desse movimento, pesquisas cuidadosas feitas por vários estudiosos, como D. R. McConnell, demonstraram conclusivamente que o verdadeiro originador da confissão positiva foi Essek William Kenyon (1867-1948). Esse evangelista de origem metodista nasceu no condado de Saratoga, Estado de Nova York, e se converteu na adolescência. Em 1892 mudou-se para Boston, onde estudou no Emerson College, conhecido por ser um centro do chamado movimento “transcendental” ou “metafísico”, que deu origem a várias seitas de orientação duvidosa. Uma das influências recebidas e reconhecidas por Kenyon nessa época foi a de Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã. Kenyon iniciou o Instituto Bíblico Betel, que dirigiu até 1923. Transferiu-se então para a Califórnia, onde fez inúmeras campanhas evangelísticas. Pregou diversas vezes no célebre Templo Angelus, em Los Angeles, da evangelista Aimee Semple McPherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular. Pastoreou igrejas batistas independentes em Pasadena e Seattle e foi um pioneiro do evangelismo pelo rádio, com sua “Igreja do Ar”. As transcrições gravadas de seus programas serviram de base para muitos de seus escritos. Cunhou muitas expressões populares do movimento da fé, como “O que eu confesso, eu possuo”. Antes de morrer, em 1948, encarregou a filha Ruth de dar continuidade ao seu ministério e publicar seus escritos.

Quais eram as crenças dos tais grupos metafísicos? Eles ensinavam que a verdadeira realidade está além do âmbito físico. A esfera do espírito não só é superior ao mundo físico, mas controla cada um dos seus aspectos. Mais ainda, a mente humana pode controlar a esfera espiritual. Portanto, o ser humano tem a capacidade inata de controlar o mundo material por meio de sua influência sobre o espiritual, principalmente no que diz respeito à cura de enfermidades. Kenyon acreditava que essas idéias não somente eram compatíveis com o cristianismo, mas podiam aperfeiçoar a espiritualidade cristã tradicional. Mediante o uso correto da mente, o crente poderia reivindicar os plenos benefícios da salvação.



O grande divulgador dos ensinos de Kenyon, a ponto de ser considerado o pai do movimento da fé, foi Kenneth Erwin Hagin (1917-2003). Ele nasceu em McKinney, Texas, com um sério problema cardíaco. Teve uma infância difícil, principalmente depois dos 6 anos, quando o pai abandonou a família. Pouco antes de completar 16 anos sua saúde piorou e ele ficou confinado a uma cama. Teve então algumas experiências marcantes. Após três visitas ao inferno e ao céu, converteu-se a Cristo. Refletindo sobre Marcos 11.23-24, chegou à conclusão de que era necessário crer, declarar verbalmente a fé e agir como se já tivesse recebido a bênção (“creia no seu coração, decrete com a boca e será seu”). Pouco depois, obteve a cura de sua enfermidade. Em 1934 Hagin começou seu ministério como pregador batista e três anos depois se associou aos pentecostais. Recebeu o batismo com o Espírito Santo e falou em línguas. No mesmo ano foi licenciado como pastor das Assembléias de Deus e pastoreou várias igrejas no Texas. Em 1949 começou a envolver-se com pregadores independentes de cura divina e em 1962 fundou seu próprio ministério. Finalmente, em 1966 fez da cidade de Tulsa, em Oklahoma, a sede de suas atividades. Ao longo dos anos, o Seminário Radiofônico da Fé, a Escola Bíblica por Correspondência Rhema, o Centro de Treinamento Bíblico Rhema e a revista “Word of Faith” (Palavra da Fé) alcançaram um imenso número de pessoas. Outros recursos utilizados foram fitas cassete e mais de cem livros e panfletos. Hagin dizia ter recebido a unção divina para ser mestre e profeta. Em seu fascínio pelo sobrenatural, alegou ter tido oito visões de Jesus Cristo nos anos 50, bem como diversas outras experiências fora do corpo. Segundo ele, seus ensinos lhe foram transmitidos diretamente pelo próprio Deus mediante revelações especiais. Todavia, ficou comprovado posteriormente que ele se inspirou grandemente em Kenyon, a ponto de copiar, quase palavra por palavra, livros inteiros desse antecessor. Em uma tese de mestrado na Universidade Oral Roberts, D. R. McConnell demonstrou que muito do que Hagin afirmou ter recebido de Deus não passava de plágio dos escritos de Kenyon. A explicação bastante suspeita dada por Hagin é que o Espírito Santo havia revelado as mesmas coisas aos dois.



Reflexos no Brasil:

Os ensinos de Hagin influenciaram um grande número de pregadores norte-americanos, a começar de Kenneth Copeland, seu herdeiro presuntivo. Outros seguidores seus foram Benny Hinn, Frederick Price, John Avanzini, Robert Tilton, Marilyn Hickey, Charles Capps, Hobart Freeman, Jerry Savelle e Paul (David) Yonggi Cho, entre outros. Em 1979, Doyle Harrison, genro de Hagin, fundou a Convenção Internacional de Igrejas e Ministros da Fé, uma virtual denominação. Nos anos 80, os ensinos da confissão positiva e do evangelho da prosperidade chegaram ao Brasil. Um dos primeiros a difundi-lo foi Rex Humbard. Marilyn Hickey, John Avanzini e Benny Hinn participaram de conferências promovidas pela Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno (Adhonep). Outros visitantes foram Robert Tilton e Dave Robertson. Entre as primeiras manifestações do movimento estavam a Igreja do Verbo da Vida e o Seminário Verbo da Vida (Guarulhos), a Comunidade Rema (Morro Grande) e a Igreja Verbo Vivo (Belo Horizonte). Alguns líderes que abraçaram essa teologia foram Jorge Tadeu, das Igrejas Maná (Portugal); Cássio Colombo (“tio Cássio”), do Ministério Cristo Salva, em São Paulo; o “apóstolo” Miguel Ângelo da Silva Ferreira, da Igreja Evangélica Cristo Vive, no Rio de Janeiro, e R. R. Soares, responsável pela publicação da maior parte dos livros de Hagin no Brasil. Talvez a figura mais destacada dos primeiros tempos tenha sido a pastora Valnice Milhomens, líder do Ministério Palavra da Fé, que conheceu os ensinos da confissão positiva na África do Sul. As igrejas brasileiras sofreram o impacto de uma avalanche de livros, fitas e apostilas sobre confissão positiva. Ricardo Gondim observou em 1993: “Com livros extremamente simples, [Hagin] conseguiu influenciar os rumos da igreja no Brasil mais do que qualquer outro líder religioso nos últimos tempos”. Conclusão Além de apresentar ensinos questionáveis sobre a fé, a oração e as prioridades da vida cristã, e de relativizar a importância das Escrituras por meio de novas revelações, a teologia da prosperidade, através dos escritos de seus expoentes, apresenta outras ênfases preocupantes no seu entendimento de Deus, de Jesus Cristo, do ser humano e da salvação. A partir dos anos 80, várias denominações pentecostais norte-americanas se posicionaram oficialmente contra os excessos desse movimento (Assembléias de Deus, Evangelho Quadrangular e Igreja de Deus). Autores como Charles Farah, Gordon Fee, D. R. McConnell e Hank Hanegraaff, todos simpatizantes do movimento carismático, escreveram obras contestando a confissão positiva e suas implicações. Eles destacaram como, embora essa teologia pareça uma maneira empolgante de encarar a Bíblia, ela se distancia em pontos cruciais da fé cristã histórica. No Brasil, três obras significativas publicadas em 1993 -- “O Evangelho da Prosperidade”, de Alan B. Pieratt; “O Evangelho da Nova Era”, de Ricardo Gondim; e “Supercrentes”, de Paulo Romeiro -- alertaram solenemente as igrejas evangélicas para esses perigos. Tristemente, vários grupos, principalmente os que têm maior visibilidade na mídia, estão cada vez mais comprometidos com essa teologia desconhecida da maior parte da história da igreja. Ao defenderem e legitimarem os valores da sociedade secular (riqueza, poder e sucesso), e ao oferecerem às pessoas o que elas ambicionam, e não o que realmente necessitam aos olhos de Deus, tais igrejas crescem de maneira impressionante, mas perdem grande oportunidade de produzir um impacto salutar e transformador na sociedade brasileira. (Fonte: Revista Ultimato, Edição nº 313, Julho/Agosto de 2008, por Alderi Souza de Matos).



Meu Comentário: Esse texto que já vai para quatro anos que foi publicado na Ultimato e postado na época aqui no blog, já carece de algumas atualizações. Por exemplo: O texto apesar da citação do nome do missionário R.R. Soares da Igreja Internacional da Graça, não menciona outros propagadores da teologia da prosperidade que estiveram e estão em evidência na mídia, a começar do Bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e outros que vieram em seguida como o apóstolo Valdemiro Santiago, que alías saiu da Universal e criou a Igreja Mundial do Poder de Deus, e o apóstolo Hernandes da igreja Renascer. Isso sem contar o pastor assembleiano Silas Malafaia, que além de incorporar o discurso da teologia da prosperidade, ainda costuma trazer como reforço em seu programa na tv, dois pastores norte-americanos adeptos da referida teologia, Murdock e Cerullo. A revista desse primeiro trimestre de 2012, trouxe justamente esse assunto como tema. Tem gente até que está achando que a CPAD (editora ligada a CGADB), trouxe esse tema, como uma crítica a Malafaia. Eu não duvido de nada, mas independente da real motivação da CPAD, acredito que o estudo em questão veio em boa hora.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pastora Ana Lucia vai ao programa de samba ESQUENTA da TV GLOBO e bota até mãe-de-santo para marchar!









O programa de Regina Casé, “Esquenta!” começa o ano com festa ecumênica!

O Esquenta! que foi ao ar no dia primeiro de janeiro comemorou a chegada de 2012 com uma festa ecumênica animadíssima. Regina Casé recebeu o padre Renato, a pastora Ana Lúcia, o Rabino Nilton Bonder e baianas de várias religiões para atrair boas energias para o ano que se inicia.
Para abrir os caminhos para 2012, as baianas promoveram o ritual da lavagem do palco do Esquenta! ao som da música “Oferendas”, interpretada por Teresa Cristina e Arlindo Cuz.

O grupo Revelação chegou para animar ainda mais a festa e cantou a música “Pai”, como se fosse uma oração. O vocalista Xandy também falou sobre simpatias e contou histórias de Réveillons inesquecíveis.

O destaque do programa na visão da própria Regina Casé foi a participação da pastora Ana Lúcia. A religiosa foi descoberta pela apresentadora na internet, graças ao vídeo da música pentecostal "Vem comigo dando glória", em que as pessoas cantam e dançam animadamente: "Eu estava apaixonada por ela há uns dois meses, só via isso no YouTube. Nunca vi uma suingueira tão boa! Decidimos levá-la ao programa e foi incrível. Ela tomou conta da plateia" - conta Regina Casé.
Nascida em Belford Roxo, Ana Lúcia, de 42 anos e pastora há sete, diz que gosta de música desde a infância e só não gravou um CD ainda por falta de grana. E está ansiosa para se ver na televisão: " Eu via os programas de TV e falava para minha mãe que um dia ia estar lá. Digo que o programa não esquentou, explodiu. Todo mundo que estava lá — candomblecistas, um padre, a bateria da Unidos da Tijuca", disse a pastora.

A pastora Ana Lúcia, cuja banda é formada por ex-pagodeiros, conta que se converteu quando o filho Leandro, hoje com 23 anos, teve leucemia, ainda bebê: " Minha mãe me chamou de louca, disse que eu não podia ter deixado o tratamento, mas meu filho se curou. Meu marido me abandonou por eu ter virado crente. Hoje estou noiva e sonho entrar na igreja ao som de "Como é grande o meu amor por você", de Roberto Carlos" - conta Ana.

A pastora ainda gosta de samba e até brinca com o assunto, diante dos costumes dos "crentes tradicionais" (sic): Sou grande fã de Alcione, a Marrom. outro dia, fui fazer uma oração e na casa tinha um DVD da Alcione. Falei: "Vamos assistir, depois a gente ora (risos)!". Mas nem sempre ouço esse tipo de música. Nem tudo me convém fazer, porque vão me julgar.









- Acho que canto assim porque meu filho é funkeiro. Nunca fui a um baile, mas estou sempre ouvindo as músicas dele - ela diz, sentada num sofá de casa, ainda suando depois de um animado culto, na semana passada. - E minha família tem umbandista, eu mesma já fui umbandista antes de me converter. É essa coisa bem brasileira, de misturar tudo, não é? E, se eu for pregar como outros que existem por aí, com aquelas músicas chatas, vai cair todo mundo no sono. As pessoas vêm aqui e me seguem porque sabem que sou animada, que gosto de festa.



O culto comandado pela pastora Ana Lúcia em sua Igreja Pentecostal do Evangelho Pleno, com cerca de 150 pessoas - todas as terças e quintas, às 19h - parece mesmo uma festa, da qual ela é a grande estrela. O começo da noite é morno, com outros pastores se revezando no microfone, enquanto as pessoas vão chegando ao local. Se fosse um programa de auditório, eles seriam gongados por pecar no quesito afinação.



Mas, quando Ana Lúcia começa a cantar, acompanhada pelos Gideões, a igreja parece tremer. As pessoas gritam e levam as mãos para o alto. A primeira música é "Diabo larga o que é meu", composta pela própria religiosa, que canta com fervor a letra nem um pouco tradicional ("Meu marido é infiel, mas é meu/ Meu filho é funkeiro, mas é meu").



- É um recado para quem abre mão dos seus entes queridos por qualquer problema que surja, seja um vício, um desvio de caráter ou uma diferença qualquer - afirma ela. - Procuro unir as pessoas, em vez de separá-las. Por isso, nos meus cultos todo mundo é bem-vindo, sem distinções. Pode ser gay, pode ser dependente químico, pode ser espírita, é só chegar. Quero festejar e celebrar as diferenças. Não nasci para pregar o ódio ou o medo.
- A pastora Ana Lúcia tem um carisma inacreditável e uma voz fantástica. Já perdi a conta das vezes em que assisti àquele vídeo no YouTube - diz Regina Casé, que convidou a religiosa para participar de seu programa, "Esquenta!", exibido no primeiro domingo do ano. - Ela nasceu para brilhar. (Fonte: Agência O Globo e Genizah).






Meu Comentário: Depois do Festival Promessas exibido no dia 18 dezembro de 2011, a Globo continuou dando espaço para os cantores evangélicos em sua programação: Aline Barros se apresentou no Show da Virada, Ana Paula Valadão e Pregador Lou cantaram no Caldeirão do Huck em meio as dançarinas de biquine do programa, fato esque que rendeu algumas críticas principalmente ao Pregador Lou que chegou a tirar uma das dançarinas para dançar. Mas um programa que vem gerando muito comentário na internet é justamente a apresentação da Pastor Lúcia no programa da Regina Casé ao lado de seguidores de candomblé e umbanda que se apresentaram no mesmo local. Para mim, a pastora Lúcia é o retrato fiel de muitos evangélicos no Brasil, principalmente da linha pentecostal e neopentecosta. Ela foi chamada por alguns na internet como uma incauta, outros critiram a Globo e disseram que ela está esculhambando com os evangélicos e os jogando na teia ecumenista. Ora gente, os evangélicos não precisam da Globo para se escalhambaram, aliás, dentro do próprio movimento religioso, já há os que fazem isso, sem auxílio de um "inimigo externo"! O diferencial agora é justamente o súbito espaço que passaram a ter na maior emissora de televisão do país. A pastora pregou do jeitão dela mesmo, como pregaria numa igreja e concordemos ou não, ela passou sua mensagem. Apesar de ver com certas reservas as últimas apresentações dos evangélicos na Globo, devo dizer que, pior do que ver cantores evangélicos cantar ao lado de dançarinas e seguidores de religiões afro, é saber que no meio da liderança de grandes igrejas evangélicas, há pastores que fazem as alianças mais espúrias, sejam elas com políticos, empresários, maçons, ou até hereges declarados como o Reverendo Moon.





quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Preciso de ajuda, profeta acabou com meu namoro e ainda me culpa por doença do pai!

Há algum tempo atrás, postei no blog uma matéria sobre dúvidas sobre profecia de uma jovem, a postagem gerou alguns comentários. Essa semana uma jovem evangélica me enviou um email desesperada com uma situação que está enfrentando causada também por profecia. Resolvi publicar as três correspondências da moça e minhas duas respostas para que possam também ser de ajuda para alguém que estiver passando pelo mesmo problema. É claro que para preservar a identidade da pessoa, eu omiti seu nome e a cidade onde mora, citando apenas o Estado da Federação e a denominação evangélica que a mesma pertence. Abaixo as correspondências.







Primeira carta:



Graça e Paz! Querido Pastor Juber Donizete, Vi uma matéria no blog cujo tema era dúvidas sobre profecia em 11/02/2011 contava a estória de uma jovem com dúvidas sobre "Profecia para Casamento"achei sábio e lindo o seu aconselhamento, não lhe conheço e vice e versa, mas me bateu um grande desejo de lhe enviar esse email com umas dúvidas. Pastor, sou evangélica da Assembleia de Deus na Paraíba, a minha dúvida é se existe Profecias para casamento? Pois conheci um rapaz na minha cidade que também é envangélico e começamos a namorar faz 03 anos, depois recebi um profecia de um pastor, que não me conhecia dizendo que meu namoro era de Deus, meus pais não aceitava o meu namoro, mas logo após essa profecia aceitou e estava tudo uma benção, e o determinado pastor até ficou amigo da minha familia. Depois de uns 2 meses em um jantar na minha casa, esse mesmo pastor profetizou novamente dizendo que o meu namoro não era de Deus, e que o meu seria outro que vinha do Rio Grande do Norte, e se eu não terminasse, Deus iria matar nós dois. Na mesma hora meus pais me pediram pra me terminar o namoro, colocarão tanta pressão qu quase enlouqueço. Sendo assim terminei o meu namoro, mas estamos sofrendo muito, eu e meu namorado por que nos amamos de verdade (esse fato é muito recente). Pastor Juber, estou aqui te pedindo uma orientação como homem de Deus e te perguntando se realmente existe "Profecia pra Casamento". Aguardo seus conselhos. Fica na Paz!







Resposta n° 1:



Graça e paz! Obrigado pela confiança ao relatar sua história. Sou pastor de uma congregação da Assembléia de Deus num bairro aqui de Uberlândia que tem alguns irmãos oriundos da Paraíba. São pessoas muito amadas. Sobre a sua dúvida, sinceramente que eu achei as atitudes desse pastor completamente sem sentido, sem contar que as intenções dele me pareceram bem duvidosas. Porque uma pessoa evangélica, independente se é pastor ou não, que chega e usa o nome de Deus para dizer que um namoro tem aprovação divina e depois diz o contrário e ainda cita até o lugar do outro pretendente, é uma situação bem esquisita.

Posso te dizer com toda a segurança pela minha experiência com Deus, e pelo que já estudei das Escrituras Sagradas que a profecia desse pastor não é de Deus. Ora, que negócio é esse de dizer, que uma hora Deus fala uma coisa, e depois vem e fala outra completamente diferente sobre um mesmo fato? De maneira nenhuma. A função da profecia no Novo Testamento é de edificar, exortar e consolar, não de fazer confusão na cabeça dos outros, pois a Bíblia diz que Deus não é Deus de confusão, mas de paz. Leia com calma I Coríntios capítulo 14, principalmente os versículos 3 e 33.

Outra coisa muito importante, Deus não é carrasco que sai matando os outros, como esse pastor disse, que se não obedecessem a profecia maluca dele (do pastor), Deus os mataria. Deus é amor e para conhecer a vontade dele é só olhar o modo como Jesus tratava as pessoas que encontrava. Afinal de contas, Jesus é o caminho, a verdade e a vida e ninguém vai ao Pai a não ser por Ele. Jesus também disse que quem o vê, vê o Pai. Alguma vez você já leu na Bíblia, Jesus falando que Deus mataria alguém se caso não casasse com siclano ou beltrano?

Meu conselho para os jovens é que jamais terminem ou comecem qualquer namoro baseado em profecias. Namoro é para conhecer um ao outro antes de se casar. Se você e seu namorado (ou ex-namorado) se amam, não há motivo para vocês sofrerem por causa da profecia de ninguém, a menos que o motivo do término não foi somente esse.

Gostaria que você lesse essa resposta para o seu namorado e para os seus pais.

Que a paz do Senhor que não gera confusão guarde as mentes de vocês.

Pr. Juber







2ª Carta:



Pastor Juber, Muito obrigada, por ter me respondido, confesso que estou muito feliz, agora, isso aconteceu no mês de Setembro, e logo após essa profecia meu pai adquiriu uma doênça de "cirrose hepática", que já foi feito vários exames pra saber como ele a adquiriu, mas está sendo um mistério para medicina, ele só tem 10% do fígado, e é paciente passivo de transplante hepatico, porém ele é primeiro na lista de transplante. Mas o que quero dizer com isso, é que ele recebeu uma profecia que eu não posso ficar com o meu namorado, porque se não, ele não vai ficar bom, ou seja vai continuar doente. Isso procede Pastor? e eu escuto todos o dias que estou sendo culpada da doênça do meu pai. Sabe Pastor, isso dói, machuca muito, pois eu oro faço sacrificios á Deus pela melhora dele. Tem horas que da vontade de sumir, mas eu sei que Jesus está comigo e ele sabe como eu tenho andado diante dele, Pastor, tenho 23 anos, aceitei Jesus com 07 anos de idade mas nunca enfrentei algo tão doloroso. Desculpa lhe incomodar com esse meu relato, mas é porque preciso de uma orientação de alguém que seja realmente de Deus. Ontem dando uma olhada na internet encontrei o senhor, e como já falei meu coração pediu pra me entrar em contato, ore pela minha familia. Estou muito grata Pastor Juber, por ter me respondido! Fica na paz!!!







Resposta n° 2:



Fico feliz que aquelas simples palavras lhe tenham sido úteis. O fato do seu pai ter manifestado a doença hepática logo após o incidente com a profecia, não passou de uma infeliz conhecidência. Provavelmente a doença estava já incubada há tempos, mas só veio a se manifestar agora. Apesar da crença popular de que a cirrose hepática é uma doença de alcoólatras, todas as doenças que levam a inflamação crônica do fígado (hepatopatia crônica) podem desenvolver essa patologia:Hepatite autoimune, Lesão hepática induzida por drogas ou toxinas, Lesão hepática induzida pelo álcool, Hepatites virais B, C e D , Doenças metabólicas, distúrbios vasculares entre outras coisas.( Fonte da informação Wikipedia).

Infelizmente por falta de conhecimento bíblico, muitos evangélicos se comportam com profecia, da mesma forma que pessoas não crentes o fazem com a macumba, e com pais de santo. Você não é culpada da doença do seu pai, só porque quer continuar um namoro que o profeta ou profeteiro é contra. Mesmo se você tivesse cometido um pecado terrível, o que não é o caso, ainda assim não seria culpada da doença do seu pai. A Bíblia diz que Deus não pune um pai pelo pecado de um filho e nem um filho pelo pecado do pai, conforme Ezequiel
capítulo 18, versículos 4 e 20.

As doenças surgem na vida das pessoas, inclusive na dos cristões por várias razões: as causadas por algum pecado, as causadas por descuido com a própria saúde, e as que são permitidas por Deus, por algo que ele queira nos ensinar como o foi o caso do justo Jó.

Eu creio em profecias, mas elas tem que ser examinadas à luz da Bíblia e essa não condiz com o ensinamento de Jesus nos Evangelhos. Estarei orando por você, seu pai e sua família. Espero que ou ele seja curado antes da operação de transplante ou caso Deus permita ele passar pela cirurgia, que seja feliz no processo, que o organismo dele não tenha nenhuma rejeição ao novo órgão transplantado. E lembre, você é uma filha de Deus, amada por Ele, não desanime, fique firme com Jesus! Paz do Senhor, Pr. Juber.







3ª Carta:



Pastor Juber, grata mais uma vez por tudo, estou muito feliz senti paz por te me orientado sabiamente, eu creio que Deus vai fazer um milagre na vida do meu pai. Fica na paz. Feliz Ano Novo, que o Senhor Jesus conceda o que deseja o seu coração em dobro, é o que desejo ao senhor e toda sua familia!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A revolucionária mensagem do natal

Quando nasce um filho de um astro da música, do esporte, ou mesmo de um líder político, há uma imensa propaganda de markenting nos meios comunicação. Revistas e paparazzos, ficam a espreita pela primeira foto do rebento. Os pais negociam com emissoras de TV e revistas, cachês para divulgar a primeira aparição do bebê, diante das câmaras ou das lentes dos fotógrafos. Mas, como foi o nascimento do Filho de Deus, do Homem Perfeito, do Emanuel (Deus conosco)?


Durante séculos, os profetas hebreus deram algumas pistas, como que o Messias, nasceria de uma mulher, conforme o livro de Gênesis, que esta mulher seria uma virgem, conforme o profeta Isaías, que a cidade do seu nascimento seria Belém da Judéia, conforme Miquéias. Quando Jesus nasceu, a maioria das pessoas não ficaram sabendo.


O contexto do mundo na época do nascimento de Cristo, era interessante. No campo político, Roma, pelas armas, dava as cartas em grande parte do mundo civilizado de então, impondo seu direito romano. Culturalmente havia uma influência fortíssima dos gregos, seja como língua do comércio (o inglês da época), ou na filosofia, nas artes, na matemática e na religião. Muitos personagens famosos da história, já tinha deixado suas marcas, nas mais diversas áreas, como: Confúcio, Buda, Sócrates, Platão, Aristóteles, Alexandre O Grande, Júlio César e Cleópatra. Os judeus depois de serem dominados pelos babilônios, persas, gregos (os selêucidas), e de terem tido um pequeno período de independência sob os Macabeus; já desde 63 A.C, eram província romana. O preposto de Roma, era o rei Herodes, um tirano, que por volta dos anos 7 a 4 A.C, estava nos seus últimos dias. Depois do cativeiro babilônico, a idolatria foi deixada pelo povo de Israel. O foco do culto judaico passa a ser a Sinagoga, espalhadas pelo mundo grego-romano, apesar que ainda havia as celebrações e perigrinações ao templo em Jerusalém. É feita a primeira tradução das Escrituras, - a septuaginta, o V.T. traduzido para o grego. O Judaísmo passa a ter alguns partidos, como fariseus, saduceus e essênios. Os escribas, ganham certa proeminência entre o povo, e os partidários de Herodes, formam um grupo, chamado de herodianos.


Nesse ambiente histórico, nasce Jesus, que conforme Paulo escrevendo aos Gálatas diz: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. Ao lembrar do Natal, penso que mais importante do que discutir sobre que data nasceu Jesus, se pode usar árvore de natal ou não, debater sobre o significado da estrela, dos presentes dos magos, é não esquecer a grande mensagem dos textos de Mateus e Lucas.Os textos chamados natalinos são todos de natureza revolucionária e marginal. José é maior que o machismo, e aceita sua mulher, sem poder explicar para ninguém a gravidez dela (isso se alguém tivesse descoberto), mas apenas aceita o testemunho de um anjo, e, ainda pior: num sonho. José torna-se marginal. Deflagra as chamas da revolução da dignidade.Os magos do oriente chegam conforme a Ordem de Melquizedeque, pois, sem terem nada a ver com a genealogia de Abraão, seguem uma estrela que anda no interior deles, e, caminhando nessa simplicidade discernem aquilo que os teólogos de Jerusalém só sabiam como “estudo bíblico”. Os que tinham a Escritura (os escribas), não tinham a Revelação. E quem nada sabia da Escritura tinha sabido o necessário acerca do Verbo pela via da Revelação. Uns sabiam o endereço: “Em Belém da Judéia...”, mas não tinham a disposição de sair do lugar, estando amarrados à idéia de que conhecer o texto leva alguém a qualquer lugar. Já os que perguntavam (os magos), estavam no caminho, e são eles os que chegam onde Jesus estava. Eles dão testemunho do potencial revolucionário do Evangelho para qualquer alma da Terra.


Esta é a revolução, conforme a Ordem de Melquizedeque.A velha Isabel dá a luz um filho. Seu velho marido não pode nem contar a história, pois fica mudo. É a revolução dos estéreis e mudos.O rei dos judeus não tem onde nascer! Esta é a subversão dos poderes!Pastores distraídos são visitados por miríades de anjos, e eles representam os homens de boa vontade. É a marginalidade da Glória!Nenhum dos sábios de Jerusalém discernem o Príncipe Eterno quando seus pais o levam ao templo para a circuncisão, mas apenas uma profetiza velha e um ancião sem significado religioso. A revelação não sabe os nomes dos sacerdotes! Ou seja: a começar da Encarnação como Natal (nascimento), o Evangelho é para aqueles que não se esperava que fossem discerni-lo.


A Revelação é quase sempre marginal!Os grandes atos de Deus não acontecem em Palácios, mas em choupanas e estrebarias. E a voz mais veemente do natal é a voz da virgem, da Maria simples, e que troveja a justiça de Deus sobre as nações. Ela é quem anuncia a grande subversão divina. E faz isto como um Cântico.Deus não é oficial. Abra seu coração e siga o Guia, conforme os magos. Seja generoso como José. Corajoso como Maria. Fértil como a estéril Isabel. Convicto como o mudo Zacarias. Alegre como aqueles que são acordados nos campos pela voz de anjos. Capaz de antever a salvação como esperança mesmo que você seja velho como Simeão e idoso como Ana.


Nas narrativas do Natal nas Escrituras não são as pessoas que vão a Deus, mas Deus que vai às pessoas. O Natal acontece como afirmação de que em Jesus, Deus se reconciliou com os homens. Assim, não se sinta excluído, pois, eu sei, nestes dias, Deus enviará corais de vozes interiores, e nos ajudará a discernir o caminho interior da estrela, e nos fará contentes com a Graça de Hoje, e que será a esperança de amanhã, para nós e para todos os humanos.


UM FELIZ NATAL A TODOS!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou para a Globo e os evangélicos! Ou será um me engana que eu gosto?

A Rede Globo transmitiu neste domingo, 18, o Festival Promessas, evento que reuniu nove nomes da música gospel no Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro. Os cantores do segmento comemoraram a abertura da emissora que nunca teve muita proximidade com os evangélicos, mas por outro lado diversos fiéis questionavam se aparição é válida para promover o evangelho.


O público era de 20 mil pessoas --um décimo do esperado. Ainda assim, o canal faz do evento cartão de visitas para uma fatia de audiência em ascensão: estima-se que mais de 20% da população brasileira seja evangélica. O festival teve tratamento VIP na Globo e consumiu R$ 2,9 milhões da Prefeitura do Rio.


Ibope da emissora
Muitos acreditavam que os interesses da Globo era apenas para alavancar o ibope que tem diminuído nos últimos anos. Se esse era o real objetivo, então ele foi alcançado, pois o programa teve 13 pontos de audiência (cada ponto significa 58 mil de tvs ligadas) quase o dobro do ibope registrado entre as 13h e 14h do domingo passado que teve apenas 7 pontos.


Um dos momentos do evento mais comentados nas redes sociais foi quando a cantora Ana Paula Valadão, juntamente com o grupo Diante do Trono, declarou o versículo de João 3:16, todos os milhões de telespectadores ficaram sabendo do amor de Deus.
Conforme foi adiantado por Regis Danese, a direção do festival não censurou os cantores de fazerem ministrações e adorarem a Deus da mesma forma como fazem nas igrejas.
Ana Paula Valadão escreveu uma curta frase expressando seu sentimento sobre o sucesso da programação: “O Brasil é de Jesus!”.


Diretor do núcleo responsável pelo Promessas, Luiz Gleiser diz "reviver a epifania" dos anos 90, quando detectou a existência de audiência ávida pelo sertanejo, gênero que viria a explodir.
A estratégia de aproximação começou há dois anos, após o "Jornal Nacional" fazer uma série de reportagens sobre trabalho social de igrejas. Desde então, a rede tem dado destaque em seu noticiário a eventos da comunidade evangélica. A presença de músicos gospel nos programas de Xuxa e Faustão cresceu, e há planos para um programa aos sábados.


O problema é que parte do público-alvo ainda é cética quanto às intenções globais. O pastor Ariovaldo Júnior usou seu Twitter para criticar os cantores que aceitaram participar do festival. “Acha mesmo que esse tipo de coisa na TV beneficia o Reino? Isso aí é o tipo de coisa que Jesus expulsou do templo no chicote!”, disse ele.
Ariovaldo critica o evangelho pregado nessas canções e diz não é o evangelho de Jesus, mas de Mamon. A resposta foi dada para uma tuiteira que tentava convencê-lo de que o espaço dado pela Globo faria a Palavra de Deus chegar mais longe.”Eu definitivamente não tenho nada a ver com essa corja gospel. O evangelho que conheço não é essa palhaçada”, criticou.
Por outro lado muitos pastores comemoravam o espaço dado ao público, já que hoje os evangélicos representam 20% da população brasileira.


Silas Malafaia e a Globo
Em 2010, o pastor Silas Malafaia --ligado à Assembleia de Deus e ex-detrator do que julgava ser a "emissora oficial da Igreja católica"-- reuniu-se com João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, e sugeriu o festival.
A Globo confirma o encontro e diz que "coincidiu com intenção antiga de se aproximar mais do segmento gospel". Circulam nesse mercado R$ 2 bilhões anuais.


O pastor Silas Malafaia, que de acordo com a Folha de São Paulo seria o grande idealizador do festival, também comemorou a programação em seu Twitter, e não foi só isso, ele também pagou por uma das propagandas exibidas nos intervalos do programa Festival Promessas.


Para Malafaia, o baixo quórum no Promessas é parcialmente explicado por "evangélicos desconfiados" após anos "apanhando" da rede. A relação entre emissora e igrejas, de fato, já viu dias piores. Como em 95, quando Edson Celulari viveu um pastor pilantra na série "Decadência". Hoje, a Globo é acusada de querer entrar num jogo cujas regras desconhece.
Para o próprio Malafaia, a rede "tem doutorado em tecnologia, mas em mundo evangélico é analfabeta".Reportagens da Globonews sobre o festival, por exemplo, usaram termos como "fãs" e "ídolos" --o que ofendeu alguns fiéis, pois sua crença rejeita a idolatria.


Briga de pastores


A mudança da Globo acontece enquanto os principais líderes neopentecostais --Edir Macedo, da Igreja Universal, Valdemiro Santiago, da Mundial do Poder de Deus, R.R. Soares, da Internacional da Graça de Deus, e Malafaia-- deflagram briga pública.
"A aproximação da Globo se dá principalmente com os adversários de Edir Macedo", diz o pesquisador Ricardo Mariano, da PUC-RS.


O maior ataque veio em novembro, quando o "Domingo Espetacular", da Record, controlada por Macedo, exibiu vídeo crítico à prática de "cair no espírito" --em que o fiel sofre uma espécie de "desmaio". Em setembro, Macedo já havia criticado os que fazem a cerimônia, como Ana Paula Valadão, da banda Diante do Trono, um dos nomes do Promessas. Na mesma declaração, criticou "99% dos cantores gospel".
Em nota, a Universal afirmou considerar excelente a aproximação de outros canais com os evangélicos.

Fontes: Folha Online e Gospelmais

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Silas Malafaia, música gospel e TV Globo - Tudo a ver?

Através de seu Twitter o pastor Silas Malafaia elogiou o espaço que a Rede Globo tem dado para a música gospel. Ele se referia exatamente ao Festival Promessas que foi gravado no último sábado, 10, e será transmitido no dia 18 às 13 horas.
“Vamos explodir a audiência da Rede Globo no domingo as 13h! O nome do Senhor será glorificado! 1 hora de louvor e adoração!”, escreveu o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Assim que postou essa mensagem, vários tuiteiros contestavam o apoio de um pastor à emissora que sempre foi a “inimiga” dos evangélicos e diziam que o interesse da Globo é apenas comercial.
Malafaia que controla a Central Gospel Music pediu menos hipocrisia aos internautas e ainda os indagou: “Por algum acaso as editoras, e gravadoras evangélicas não tem interesse comercial?”.
Ao perceber que a polêmica se instalou no microblog, Malafaia foi mais enfático e fez um discurso encerrando seu posicionamento sobre o tema. “Vamos deixar de ser ‘Trouxa’! A Biblia diz que onde pisarmos o lugar será nosso. Vamos tomar conta desta “potroca”. Gloria a Deus!!”



Silas Malafaia já afirmou várias vezes que ainda teria um programa na emissora carioca, ao mesmo tempo em que profetisa programas evangélicos nas emissoras, e investe nelas, ele critica o fato da Rede Record, que pertence ao bispo Edir Macedo, não dar espaço para programas religiosos e usar o dízimo dos fiéis para patrocinar novelas e programas seculares.
Ao tentar atrair o público evangélico, a Globo, que já é a emissora de maior sucesso no país, pode dobrar sua audiência e conquistar o público que nos últimos anos tem se distanciado e evitado assisti-la.


Por outro lado a Record tem afastado os evangélicos pentecostais, principalmente depois que o programa Domingo Espetacular transmitiu uma reportagem contra o “cair no espírito”, prática comum entre as igrejas pentecostais.



O Festival Promessas, promovido pela TV Globo no último fim de semana, no Aterro do Flamengo, teve média de público distante do esperado. Além do mau tempo, a ausência de nomes como Soraya Moraes e Aline Barros, que não são contratadas da Som Livre, empresa das organizações Globo, colaborou para que o público presente fosse apenas 10% do esperado pela emissora.




Especialistas apontam para uma rejeição por parte dos evangélicos à uma produção da Globo, que é considerada a mais católica das emissoras abertas brasileiras. Segundo o site O Verbo, a organização de um evento gospel não é tão simples, e os especialistas entendem que os detalhes do segmento gospel pegaram a emissora de surpresa, dando mostra de que a TV Globo não está preparada para uma megaprodução no ramo.

Há agora, a expectativa de que com o incentivo do pastor Silas Malafaia, que convocou seus seguidores no Twitter para assistirem ao programa que vai ao ar no próximo Domingo, a audiência seja grande. Um dos pontos frisados por jornalistas especializados em televisão é que por falta de empenho das denominações, o público não se sentiu motivado a comparecer.
Os artistas que participaram do Festival que teve oito horas de duração foram Pregador Luo, Eyshila, Damares, Ludmila Ferber, Regis Danese, Fernandinho, Fernanda Brum,Davi Sacer e Diante do Trono.



Fontes: Gospelprime e Gospelmais



Comentário:



A Globo montou uma estrutura de palco e som para esse evento, semelhanto ao usado no Rock in Rio/2011, mas não conseguiu o público esperado, somente 10% do previsto. Acredito que não foi só a chuva e ausência de outros cantores que foram os responsáveis pela ausência da multidão esperada. A Globo esqueceu, ou tentou ignorar um detalhe em se tratando dos crentes: de combinar com os líderes denominacionais. Essa inegável influência, não pode ser subestimada. Só para comparar, veja a expectativa de público de outros eventos evangélicos no Aterro do Flamengo nos últimos anos:


Igreja Mundial (20/4/11): 50 mil pessoas (esperavam reunir 2 milhões);
Igreja Universal (21/4/10): 1 milhão de pessoas (1,5 milhão segundo a igreja);


Em janeiro de 2013 com a presença do Papa Bento 16, está previsto acontecer lá o principal encontro da Jornada Mundial da Juventude, esperando receber mais de 1 milhão de pessoas.


Agora, uma coisa que me chama a atenção, é a posição do Pr. Silas Malafaia, que em 1995, defendia o Macedo, e profetizava a falência da Rede Globo, agora aparece fazendo o papel invertido, encentivando o povo a ver a Globo e atacando o Macedo e a Record. Não estou dizendo que ele não direito a mudar de opinião, porque eu também já mudei em relação a muitas coisas, mas é a forma enfática que ele se posiciona e depois vira a casaca para o outro lado do expectro.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Deus de pobres e ricos

Tenho visto muitos carros adesivados com frases como “Presente de Deus” ou “Foi Jesus quem me deu”. Se por um lado isso revela fé, adoração e agradecimento de motoristas fieis às suas crenças, por outro me faz pensar se o Deus que as pessoas crêem é um Deus que incentiva as relações de consumo do capitalismo moderno. Pensar que sim, frente às desigualdades sociais e a existência de pessoas em estado de miserabilidade, colocaria em xeque o pressuposto de uma justiça divina.
Será que o Deus que as pessoas crêem é aquele que “presenteia” seus filhos com o carro do ano, a casa no condomínio ou a roupa de grife? Não deveria ser um que torna as pessoas melhores, mais conscientes e solidárias? Se tudo na indústria do consumo é norteado pelas tendências ditadas pelos fabricantes e seus comunicadores, não seria este consumo um exercício da mesma vaidade contestada pelos ensinamentos cristãos? Não é contraditório, portanto, achar que Deus presenteia com bens os seus seguidores? Mais além, não compromete a identidade humana, e, no caso dos fieis, a identidade cristã, expressar-se no mundo por meio de posses e não da personalidade?
Penso que uma força motor no seio de qualquer igreja é a ânsia pela prosperidade financeira de seus frequentadores. Em decorrência, acaba sendo esse também o apelo dos dirigentes para conquistar cada vez mais adeptos.
Nessa perspectiva, a engrenagem se instala. Os fieis que querem a paz de uma vida estável, o líder religioso que fomenta esse desejo e recebe deles uma fatia de suas conquistas materiais e a igreja, qualquer igreja, que também se estabelece próspera, assemelhando-se cada vez mais a uma empresa, até mesmo com marketing próprio para divulgá-la.
Nessa semelhança, ela também convive com níveis de hierarquia e de poder e relações por conveniência. Não entramos aqui no mérito se a empresa igreja estabelecida a partir dessa relação oferece, com obras e projetos sociais, a sua contrapartida à sociedade, e nem aprofundamos na representatividade crescente de segmentos religiosos no meio político para garantir a perpetuação do “negócio”.
O que se questiona aqui é a relação direta que muitos religiosos dão às suas posses com a fé que têm em Deus. Não deixa de ser uma forma tranquila de abstrair-se de um mundo cheio de injustiças sociais e isentar-se de qualquer responsabilidade sobre elas.
Do meu ponto de vista, penso que cada um tem as posses pelas quais trabalha e refletem aquilo que valoriza na vida. Se elas determinam quem é a pessoa e se resultam de procedimentos honestos ou de uma “intimidade” com Deus, já é outra história.




Meu Comentário: Eu não escrevi esse texto, mas gostaria de ter escrito. O autor é Carlos Guimarães Coelho, jornalista e produtor cultural e crédulo de que as artes, em todas as suas modalidades, têm poder transformador, colunista do jornal Correio de Uberlândia. Pelo que andei pesquisando, o autor não é evangélico, e assim que o texto foi publicado no jornal local de maior circulação na nossa cidade, surgiram comentários diversos, seja elogiando a matéria ou criticando. Um dos que criticaram o fez no melhor estilo de corporativismo evangélico, dizendo que não se pode julgar as pessoas pelo adesivo do carro e que tem gente que escreve sobre cristianismo sem conhecer a Palavra de Deus. Logo em seguida, metralhou alguns versículos muitos usados na teologia da prosperidade e disse que Deus é o dono do outro e da prata e que desigualdades sociais são frutos de governos distante de Deus. Para completar a crítica, ainda sacou a eterna queixa de preconceito contra os evangélicos. Eu fiquei lendo aquilo e pensei: "Gente, o autor do texto, independentemente se professa alguma religião ou não, se já leu a Bíblia ou não, o que interessa é que ele entendeu perfeitamente o sentido do Evangelho de Cristo ao questionar se a identidade cristã deve se expressar no mundo por meio de posses ou da personalidade! Foi isso o que Jesus quis dizer quando falou que pelos frutos se conheceria a árvore. Esse mês se comemora o natal, boa hora para lembrar que quando Cristo nasceu, os entendidos da Bíblia naquela época, sabiam a cidade que o Messias haveria de nascer, mas quem encontrou Jesus, foram os que eram considerados "pagãos" (magos) para os mesmos, ao seguirem uma estrela.