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Mostrando postagens de Julho 23, 2017

A nova perspectiva de Paulo - parte 02

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Quando a gente pensa que já viu de tudo nos círculos acadêmicos de estudos bíblicos é surpreendido com a chegada de uma abordagem potencialmente revolucionária sobre o apóstolo Paulo. Essa abordagem acaba trazendo um profundo impacto em uma das doutrinas mais preciosas para os evangélicos, especialmente aqueles que se identificam com a Reforma protestante do séc. XVI. Estou falando da “Nova Perspectiva sobre Paulo,” um movimento que tem cerca de 20 anos de existência e que somente mais recentemente chegou ao Brasil, especialmente através dos escritos N. T. Wright, de quem falaremos mais adiante. A NPP (“Nova Perspectiva sobre Paulo”) desde cedo caiu sob fogo cerrado de estudiosos dentro do campo Reformado. Homens do calibre de John Piper , D. A. Carson , Lingon Duncan , Sinclair Ferguson , e muitos outros têm escrito livros e artigos e feito palestras manifestando preocupação com as implicações deste movimento (veja aqui um estudo meu em português). O que é, então,

A teologia da nova perspectiva de Paulo

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A história da “nova perspectiva de Paulo” 2 Krister Stendahl publicou, no começo de 1970, o livro Paul Among Jews and Gentiles , em que sugeriu que a interpretação tradicional usava as lentes de Lutero e da Reforma para interpretar Paulo, dando início à chamada “nova perspectiva de Paulo”. Em 1977, foi lançada a obra de E. P. Sanders, Paul and Palestinian Judaism , que se tornou uma obra extremamente influente no que se refere à mudança de perspectiva no estudo sobre a relação entre o judaísmo e Paulo, seguida por Paul, the Law and the Jewish people , escrita em 1983. Sanders, partindo de suas pesquisas no material rabínico, argumentou que o judaísmo da Palestina, na época de Jesus e de Paulo, não era uma religião legalista, preocupada em acumular méritos diante de Deus — antes, era uma religião baseada na graça de Deus revelada nas alianças com Israel, especialmente no Sinai. Portanto, longe de ser legalista, o fariseu da época de Jesus e de Paulo se considerava, por nascimen