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Mostrando postagens de Março 4, 2012

Igreja e Política

Vem aí mais uma eleição. Nos últimos anos, o segmento da sociedade brasileira que mais se adensou politicamente, foi a igreja evangélica. Em razão de seu grande crescimento numérico e de demonstrações claras, por parte de alguns líderes, de uma imensa volúpia por alcançar posições de comando na vida nacional, a igreja evangélica tem sido objeto de várias investidas de todos os lados. Primeiro, de dentro, surgem os que nem sempre tem compromisso com a fé ou com o preparo para o exercício político, mas que tem acesso às multidões de crentes que enchem os nossos templos. E aí, nessa hora, para alguns deles, vale tudo. O esperançosismo evangélico, algumas vezes simplista, é usado ao extremo por esses que vendem à igreja, a idéia de que os males da nação só serão resolvidos, quando pessoas que se digam evangélicas estiverem em todos os lugares-chaves do país. Além desses, há também os de fora, que chegam, geralmente por duas vias: a convite de alguns líderes inescrupulosos que negociam, pre

O que a Esquerda deveria aprender com os Evangélicos

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No Brasil, um novo confronto, na forma como dado e cada vez mais evidente e violento, será o mais inútil de todos: o do esclarecimento político contra o obscurantismo religioso, principalmente o evangélico, pentecostal ou, mais precisamente, o neopentecostal. Lamento informar, mas na briga entre os dois barbudos – Marx e Cristo – fatalmente perderemos: o Nazareno triunfa. Por uma razão muito simples, as igrejas são o maior e mais eficiente espaço brasileiro de socialização e de simulação democrática. Nenhum partido político, nenhum governo, nenhum sindicato, nenhuma ONG e nenhuma associação de classe ou defesa das minorias tem competência e habilidade para reproduzir o modelo vitorioso de participação popular que se instalou em cada uma das dezenas de milhares de pequenas igrejas evangélicas, pentencostais e neopentecostais no Brasil. Eles ganharão qualquer disputa: são competentes, diferentemente de nós. Muitos se assustam com o poder que os evangélicos alcançaram: a posse do

Filho do Bispo Robinson Cavalcanti diz que matou os pais adotivos porque se sentia abandonado

O delegado Joselito Kehrle do Amaral, da Diretoria de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou na manhã desta segunda-feira que o homem acusado da matar os pais adotivos em Olinda, na região metropolitana do Recife, justificou o crime dizendo que se sentia abandonado e desprezado pela família. Eduardo Cavalcanti, suspeito do assassinato do bispo da Igreja Anglicana Robinson Cavalcanti, 67 anos, e da mulher dele, Miriam Cavalcanti, 64 anos, disse que se sentia assim por viver há 13 anos em Miami, nos Estados Unidos. O crime ocorreu no dia 26 de fevereiro, pouco depois de Eduardo ter pedido apoio ao pai para trazer a mulher e os três filhos de Miami. O bispo teria negado ajuda e isso levou o filho a cometer o crime. Cavalcanti já tinha passagens pela polícia americana. Ele responde a 15 processos nos Estados Unidos, entre eles por dirigir embriagado e envolvimento em badernas. O suspeito também seria integrante de uma gangue de cubanos. Em maio, ele deveria comparecer à Justiça amer