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Mostrando postagens de Outubro 29, 2017

O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO CONFORME O NOVO TESTAMENTO - parte 01

Os pentecostais afirmam que é a segunda benção. Isto é o que diz a teologia pentecostal convencional: “Batismo com o Espírito Santo não é conversão, nem regeneração, mas uma segunda benção, que acontece após a conversão, e é caracterizada pelo falar em outras línguas”. Os reformados explicavam isso de modo diferente. Eles diziam que a terminologia “batismo como o Espírito Santo” é teologicamente sinônima de regeneração e novo nascimento, sendo equivalente à obra da conversão. São terminologias sinônimas para definir o mesmo acontecimento, afirmavam. Concordo com eles! Você pode chamar a mesma experiência de novo nascimento, regeneração, conversão ou batismo com o Espírito Santo. São termos diferentes para descrever o mesmo acontecimento íntimo. JUSTIFICATIVAS QUANTO À AFIRMAÇÃO PENTECOSTAL DE SER O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO UMA SEGUNDA BENÇÃO. Primeiro argumento : No Pentecoste, Pedro, Tiago, João, os apóstolos e os 120 que tiveram experiências de discipulado e de camin

Atos dos Apóstolos a base da doutrina pentecostal - Introdução

A nível de introdução desta postagem desejo esclarecer, antes de mais nada, que não é minha intenção, sob hipótese alguma, atiçar polêmica em torno deste tema santo, delicado demais para nos agredirmos por meio dele. Contudo, devo admitir o fato de que não há assunto ou teologia na Igreja Evangélica Contemporânea que maior número de interpretações e polêmicas tenha suscitado do que este. A constatação de tal realidade é fácil quando se vê o número enorme de grupos e de perspectivas teológicas sobre o Batismo com, em ou no Espírito Santo. Entre as muitas perspectivas pelas quais se vê este tema, tem-se a dos reformados-conservadores,dos reformados-abertos, dos reformados carismáticos, dos carismáticos de linha não reformada, dos católicos carismáticos e dos pentecostais. Estes, por sua vez, se subdividem em outros grupos: os pentecostais-tradicionais (representadas no Brasil por igrejas como a Assembléia de Deus), os pentecostais-renovados (igrejas como as Batistas Renovadas ou Pre

Jornal Nacional 30/10/2017 500 anos da Reforma Protestante Fiéis do mund...

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Os 500 anos da Reforma Protestante - entre a celebração e a reflexão crítica

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Acabo de voltar de ver novamente o filme Lutero, produzido no ano de 2003 e não tem como não se emocionar. O filme é de muito bom gosto. Retrata Lutero de modo suficientemente humano para que aquele que nada sabe de sua vida tenha uma boa idéia de quem ele foi. Além disso, esteticamente, a produção é refinada, com uma bela fotografia, com cenários ótimos, e com reconstituição bem realista dos fatos com devem ter sido no Século XVI. É verdade que seria impossível se produzir um filme mais profundo sobre a pessoa do Reformador, e que incluísse mais de seus conflitos, angustias, rupturas e decisões de santa profanidade, todas elas necessárias quando se trata de quebrar paradigmas da morte instalados diabolicamente “em nome de Deus”. Entretanto, o que foi descrito é mais que suficiente para que se veja como foi a Reforma, do que ela pretendia libertar os seres humanos, e, também, no que nós, Reformados e Evangélicos, nos tornamos no curso dos séculos, negando a Graça de Deus e a P

Existe “pentecostalismo reformado”?

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A Reforma Protestante, logo em seu início, se dividiu em dois grupos: a Reforma Magistral, com o apoio do Estado, e a Reforma Radical, sem o apoio e sob a perseguição do Estado. No primeiro grupo, houve três vertentes principais: a evangélica, a reformada e a anglicana.  O pentecostalismo, como um fenômeno do século XX, não é, obviamente, derivação direta nem da teologia dos evangélicos (luteranos), nem da teologia reformada (calvinistas), nem da teologia anglicana e nem da Reforma Radical, embora algumas ênfases sejam parecidas, especialmente com os espiritualistas. O pentecostalismo moderno é um movimento tardio e nasce no seio do Movimento da Santidade, embora, logo em seu início, tenha ganhado autonomia em relação à teologia wesleyana. Mas, cabe ressaltar, o pentecostalismo não era a proposta de uma nova roupagem teológica, mas sim, da vivência carismática no seio da igreja para o impulso missiológico. Como uma teologia globalizante, o pentecostalismo permeou várias tradiç