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Mostrando postagens de Junho 4, 2017

O cristianismo se tornou discípulo de Jesus ou de Maquiavel?

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Se Jesus não tivesse dito que Seu reino não é deste mundo, então teríamos que dizer que o Cristianismo venceu. O Cristianismo se tornou uma poderosa potestade deste mundo. A mais poderosa delas. De fato, quando se tornou religião no quarto século, o Cristianismo entrou num mundo no qual nenhuma religião, até então, havia penetrado com tanta força.Nesses dois mil anos de dominação cristã no Ocidente vimos “uma fé”, aliás, a fé ser diluída, corrompida, deformada, e metamorfoseada em outra coisa que nega a essência original. Não é apenas uma questão de forma, trata-se de algo muito mais visceral ainda, e que penetra o âmago daquilo que um dia foi a fé em Jesus. Foram dois mil anos de busca desenfreada do poder, de privilégios, de controle de reis e de príncipes, de usos e abusos da máquina pública em seu próprio favor, sempre aliando-se ao lado que haveria de vencer. O Cristianismo sempre encontra um meio de abençoar o tirano—pode até reagir no início, mas sempre se rende depoi

Uma posição bíblica sobre a "maldição" proferida por Valdomiro Santiago ao jornalista Marcelo Rezende

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Ontem eu fui surpreendido por um vídeo onde um "apóstolo" afirmou que o câncer que sobreveio sobre um jornalista se deveu a uma maldição por ele enviada. Pois é, era o que faltava, crentes em Jesus absortos em ódio proferindo pragas evangélicas contra aqueles que deles discordam. Infelizmente não são poucos os líderes que ao se sentirem incomodados com os questionamentos doutrinários amaldiçoam os que lhes questionam. Em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus desejos e vontades. É nesta perspectiva, que tem emergido em nossas comunidades o toma-la-dá-cá evangélico. Basta por exemplo alguém cogitar mudar de igreja que lá vem maldição. Em certas igrejas discordar do ensino do pastor significa "tocar no ungido do Senhor" e quem o faz, comete rebeldia. Aliás, a palavra  “rebeldia”  tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais

SOBRE A MATÉRIA SOBRE A "INVASÃO" DOS MUÇULMANOS NO MARANHÃO

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Achei a matéria sobre a visita dos muçulmanos no Maranhão sensacionalista e penso o seguinte: O problema não é o Islamismo e nunca foi... Você acha que Jesus ficaria preocupado com o Islamismo?... Sim, o Jesus que disse que as portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja terá medo do Islã?... Se nós fossemos gente como Paulo, João, Policarpo e outros [...] — não teríamos medo de invasões bárbaras ou islâmicas, pois, no espírito do que seja Igreja, não Cristianismo, quando mais invadidos formos, mas próximos ficam os que têm de ser alcançados. Quem é de Jesus e está cheio do Espírito Santo e do espírito do Evangelho, vê os planos islâmicos de invasão do Brasil, e diz “Oba! Eles mesmos estão vindo!...”. Sim, pois entrar lá está cada vez mais difícil, a menos que se vá como gente/apenas, e não como “missionário”... A melhor coisa que pode acontecer à verdadeira Igreja é ver a sua densidade geográfica invadida pelo opositor, pois, se não se pode ir onde eles

Será que Deus está renovando a Europa através dos refugiados?

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      De ‘Syrian Refugees Face an Uncertain Future‘ (World Bank Photo Collection) por Mohamed Azakir (CC BY-NC-ND 2.0). Transformando a maior crise humanitária da atualidade na maior oportunidade missionária Por Sam George A crise de refugiados está sendo considerada a maior crise humanitária do nosso tempo. De acordo com as Nações Unidas, atualmente há mais de 65 milhões de pessoas forçadas a se dispersarem no mundo. A magnitude do deslocamento por conta das guerras e instabilidades sociais e políticas é sem precedentes. A chegada de milhões de imigrantes a Europa recebeu mais do que só a atenção da mídia, está abalando os fundamentos da civilização pós-cristã ocidental. [1] A atual crise de refugiados provocou a consciência coletiva e alavancou a imigração para uma posição de destaque nos debates nacionais. Ela está sob o holofote nas discussões sobre segurança e políticas eleitorais em diversos países. A crise também redefiniu a agenda econômica e de desenvolvimento com r