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Mostrando postagens de Setembro 13, 2009

A Reforma Protestante e a Espiritualidade Clássica

A igreja evangélica atual tem origem na Reforma, e ao longo do tempo recebeu a contribuição de diversos movimentos, como anabatismo, puritanismo, pietismo, avivamentos do século 18, sociedades missionárias, fundamentalismo, pentecostalismo clássico e missão integral. O conjunto destes movimentos iniciados com a Reforma é o que conhecemos como protestantismo. Vivemos atualmente sob o impacto do controverso movimento neopentecostal. Foram sopros do Espírito Santo ao longo da história, intervenções de Deus para dentro da realidade humana, com suas instituições, seu poder político e econômico. Nenhum destes movimentos é perfeito -- cada um deles tem luzes e sombras. É um equívoco abraçar algum deles incondicionalmente. A tendência que se observa é abraçar um destes movimentos como a última e definitiva revelação de Deus e excluir os demais, considerando-os inferiores e muitas vezes até hereges. Ser evangélico hoje significa andar nos passos dos reformadores e destas outras contribuições,

A INTOLERÂNCIA DOS TOLERANTES

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Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia baixou uma resolução proibindo os psicólogos de tratar as homossexualidades como patologias. Na época, o pastor Israel Belo de Azevedo publicou a reflexão abaixo, a qual se mantém atual em meio às novas polêmicas sobre o tema. "Será a psicologia uma ciência? A pergunta pode parecer tosca, não fosse uma resolução baixada pelo Conselho Federal dos psicólogos. Desde o dia 23 de março de 1999, portanto, ficamos todos sabendo, pelo Diário Oficial da União, que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão”. Não adianta discordar porque, como manda a praxe, ficaram revogadas todas as disposições em contrário. Pela mesma instrução, os psicólogos estão terminantemente proibidos de colaborar “com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades” ou de achar publicamente que os homossexuais são “portadores de qualquer desordem psíquica”. Assim, quem é psicólogo que trate de pensar igual ao Conselh

Eventos evangélicos que dão apoplexia

Menino prodígio pregando, fantasiado de pastor. (Tenho vontade de esganar os pais, os líderes que deixam esse tipo de excrescência e a multidão imbecilizada que ainda consegue dar glória a Deus). Marcha para Jesus em São Paulo. (Sei que esse “carnaval-gospel-fora-de-hora” acontece em outras cidades, mas nenhum consegue ser tão ruim). Pastor entrevistando demônio. (Além de considerar desprezível o que um demônio tenha para dizer, acho esse tipo de coisa uma violência contra a dignidade humana). Evangelista empetecado prometendo prosperidade. (Tais mercadejadores da esperança povoarão a esfera mais baixa do mundo subterrâneo de Dante). Profecia em programa de rádio. (O pastor chuta afirmando que algum motorista está triste e que Deus mandou aquele recado; pateticamente acerta todas). Conferência missionária que atrela a miséria da Africa à idolatria. (As veias do meu pescoço incham quando ouço alguém dizer que os Estados Unidos ficaram ricos porque são “uma nação cristã”). Testemunho de

A GRANDE DESEVANGELIZAÇÃO

Temo muito pelo que vou dizer, mas devo fazê-lo por uma questão de consciência, com temor e tremor. Tenho como certo que se nada acontecer aos evangélicos, se continuarem seguindo este presente caminho, se tornarão, historicamente, o fator mais decisivo quanto a empurrar a classe media reflexiva, os intelectuais, e todos os que buscam uma fé ou uma filosofia que almeja por ter paz na alma já agora, na Terra, para os braços do Budismo, do Taoísmo, e algumas outras religiões ou filosofias que oferecem um caminho para a pacificação do ser; seja isto pela via da respiração, da meditação, das mantras, da harmonização corpo-alma, do silêncio, ou da contemplação interior, no coração; e exterior, na criação. E isto já está acontecendo, e, se nada mudar nos evangélicos, crescerá em larga escala. Alguém pergunta: o que os evangélicos têm a ver com isto? Não são eles os maiores combatentes de tais coisas? Acredito que, o catolicismo tende a crescer entre os pobres do interior, e entre os esotéric