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Mostrando postagens de Fevereiro 2, 2014

O show do milhão de Silas Malafia e Mike Murdock e uma palavra de advertência de David Wilkerson

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  No programa Vitória em Cristo dessa semana, o pastor Silas Malafaia recebeu novamente o pastor Mike Murdock. Segundo anunciado por Malafaia, o programa faz parte de uma  série de duas entrevistas, nas quais o pastor norte-americano ensinará “a importância do dinheiro” e também “quatro atitudes para você nunca perder o emprego ou arrumar um”.   Eu vi o programa por acaso, estava zapeando os canais da tv, quando dei com a cara do Murdock de novo no programa do Silas Malafaia. Fazia tempo que eu não assistia seus programas. Fiquei nauseado com as palavras recheadas de pura teologia da prosperidade.  Veja as frases murdokianas:   " Eu não queria servir a um Deus, que fazia as pessoas pobres"; "Afirmou que daria instruções para dobrar as finanças de seus ouvintes em 12 meses, ou até mesmo mais rápido"; "Depois de começar a seguir as instruções que escreveu na publicação, Deus começou a dar a ele jatinhos particulares e casas pagas. Ele afirmou ai

A falácia da representação evangélica

A verdade é que eu não pretendia tocar no assunto, mas vou aproveitar o gancho para voltar ao tema da representação da igreja na política.   As recentes tentativas de criar leis que ferem os princípios cristãos, como a legalização do casamento homossexual e do aborto, com o provável efeito do cerceamento da liberdade religiosa, e o fato de o país ser governado por um grupo que se compraz em incensar os regimes totalitários (em geral inimigos da Igreja) têm levado muitos cristãos a levantar a bandeira da representação evangélica — nas casas legislativas, principalmente. “Se elegermos cristãos comprometidos, essas leis não serão aprovadas, e a nossa liberdade estará garantida”, parece ser o pensamento dominante. Santa ilusão!   Ilusão porque essa representação é pura falácia. Para o Reino de Deus, tem a utilidade de uma boia furada. Para começar, os “representantes” não serão eleitos para transformar o Planalto em igreja, nem as câmaras estaduais em casas oração, nem as assemble

Os Salmos: a anatomia da alma humana

Os salmos constituem uma das formas mais altas de oração que a humanidade produziu. Milhões e milhões de pessoas, judeus, cristãos e religiosos de todas as tradições, dia a dia, recitam e cantam salmos, especialmente os religiosos e religiosas e os padres no assim chamado “ofício das horas”diário. Não sabemos exatamente quem seus autores, pois eles recolhem as orações que circulavam no meio do povo. Seguramente muitos são de Davi (século X a.C). É considerado, por excelência, o protótipo do salmista. Foi pastor, guerreiro, profeta, poeta, músico, rei e profundamente religioso. Conquistou o Monte Sion dentro de Jerusalém e lá, ao redor da Arca da Aliança, organizou o culto e introduziu os salmos. Quando se diz “salmo de Davi” na maioria das vezes significa: “salmo feito no estilo de Davi”. Os salmos surgiram no arco de quase mil anos, nos lugares de culto e recitados pelo povo até serem recopilados na época dos Macabeus no século II.a.C. O saltério é um microcosmo histórico, s

Integridade não religiosa

Desde a adolescência, organizei a vida a partir de valores da religião. Frequentei e lecionei na escola dominical. Militei em grupos jovens. Me preparei para o exercício pastoral em um seminário. Caminhei pelos bastidores do mundo religioso. Sentei na roda de alguns notórios líderes brasileiros e ianques.   Zeloso, sempre procurei cumprir com as exigências das instituições que participei. Se a igreja não permitia que mulheres cortassem o cabelo, briguei com a minha mulher. Se diziam ser pecado ir ao cinema, para evitar a aparência do mal e mesmo não concordando com a proibição, eu viajava para longe quando queria ver algum filme. Relevei disparates. Calei diante de incoerências. Dei as costas para hipocrisia. Eu considerava a causa de Cristo importante demais. Para não escandalizar, fiz vista grossa para muita ruindade. Abracei as instituições como divinas e acabei conivente. Não notei o caminho sinuoso do mercenário. Ingênuo sequer me dei conta dos intencionalmente cobiçosos