quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Por que decisão da Igreja Católica de abençoar casais gays não deve ser passo para reconhecer casamento homoafetivo



Para alguns, seria o primeiro passo rumo a um futuro matrimônio católico homoafetivo. Mas especialistas em religião explicam que não é bem assim.

Nesta segunda-feira (18), a Igreja publicou uma declaração doutrinária que permite bênçãos a casais homoafetivos e outros considerados "irregulares" pelas regras católicas — como os casais em segunda união.

Intitulado Fiducia Supplicans, o documento foi emitido pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, antigo Santo Ofício, com aprovação do papa Francisco.

Dentro da Igreja Católica, a função do Dicastério para a Doutrina da Fé é "promover e tutelar a doutrina católica sobre fé e moral".

Este é o primeiro documento do tipo que o órgão publica em 23 anos — ou seja, o primeiro sob o comando do argentino Victor Fernández.

Amigo do papa Francisco e ghost writer de vários documentos assinados por ele, Fernández era arcebispo de La Plata, na Argentina, quando foi nomeado, em julho, o novo prefeito do dicastério.

A declaração de certa forma corrige uma anterior, emitida pelo mesmo dicastério em 2021.

Na ocasião, em forma de comunicado — ou seja, sem o mesmo peso institucional do que agora —, o órgão afirmou que o catolicismo não abençoava uniões homoafetivas, enfatizando que "a Igreja não dispõe, nem pode dispor, do poder de abençoar uniões de pessoas do mesmo sexo".

Nos bastidores, se dizia que Francisco não gostou da repercussão daquele comunicado — o que indicaria uma possível influência do sumo pontífice no documento publicado nesta segunda-feira.

"A publicação é uma coisa muito importante, porque não esperada [em forma de declaração doutrinária]", comenta à BBC News Brasil o vaticanista Filipe Domingues, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, e vice-diretor do Lay Centre, também em Roma.

"O que se sabia é que o papa não tinha ficado muito satisfeito com a versão final do documento de 2021. Apesar disso, ele concedeu o ok. Havia várias teorias e especulações, mas o que se sabe é que ele não ficou contente com a forma como aquilo foi a público", afirma o especialista.

"Tanto que, depois disso, ele fez vários gestos e falou de uma forma contrária àquilo que havia sido dito no comunicado", acrescenta, lembrando dos discursos de acolhimento de Francisco às pessoas LGBTQIA+ e a outros grupos historicamente "excluídos" da Igreja.

Diferentes tipos de bênçãos

Contudo, embora a publicação do texto soe como um primeiro passo rumo a um futuro reconhecimento católico do matrimônio homoafetivo, especialistas não acreditam que isso esteja nem no mais longínquo horizonte.

"Não vejo isso como [a Igreja dando] um passo de cada vez", comenta Domingues.

"[No documento] o que há é uma reafirmação do que é o sacramento do matrimônio e uma revisão sobre o que significa a bênção. Isso fica muito claro."

No texto, ficam delimitados os tipos de bênção compreendidos pela doutrina da Igreja. De um lado, as de peso sacramental, como a que legitima o matrimônio, dentre tantas outras. Na outra frente, estão os demais tipos de benção.

E aqui o dicastério aprofundou as tipificações.

O documento ressaltou que "de um ponto de vista estritamente litúrgico", para receber uma bênção o católico precisa estar “em conformidade com a vontade de Deus expressa nos ensinamentos da Igreja".

Por isso, entende-se que é necessário que "o que é abençoado possa corresponder aos desígnios de Deus inscritos na Criação".

Este ponto deixa claro, portanto que, por este entendimento, a Igreja não pode conferir uma bênção litúrgica ao que internamente é chamado de "casais irregulares", inclusive aqueles formados por pessoas do mesmo sexo.

Mas Francisco é um papa de gestos pastorais, do acolhimento.

E aí se costurou uma emenda — um entendimento teológico-pastoral sobre a bênção.

Porque, conforme diz o documento, aquele que pede para ser abençoado "se mostra necessitado da presença salvadora de Deus em sua história", faz "um pedido de ajuda de Deus, uma súplica por uma vida melhor".

E o papa entende que esse tipo de súplica precisa ser acolhido — ainda que "fora de uma estrutura litúrgica", ressalta a declaração, "em uma esfera de maior espontaneidade e liberdade".

Nesse sentido, para essas bênçãos entendidas como "atos de devoção", o padre não precisa exigir como pré-condição a "perfeição moral prévia".

"É importante distinguir uma bênção sacramental de uma bênção mais simples, esse tipo de bênção que é feita pelo povo, que um padre pode fazer, a bênção mais geral”, explica o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

"A bênção litúrgica sacramental representa um reconhecimento material, um gesto de reconhecimento de que Deus realmente deseja aquilo que está sendo abençoado."

Já esta não ritualizada, conforme ele detalha, "é apenas um reconhecimento do desejo que Deus tem de ajudar aquela pessoa".

"Não significa que ele está fazendo uma coisa boa, mas que pede auxílio de Deus para realizar uma coisa boa", compara.

"O sacramento do matrimônio significa que aquelas duas pessoas estão fazendo uma coisa desejada por Deus. Essa bênção [agora autorizada aos casais homoafetivos] que está sendo regulamentada neste momento significa que Deus quer ajudar aquelas pessoas a fazerem uma coisa boa, independentemente do que elas estão fazendo neste momento."

"Fica muito claro: é uma benção que não deve ser ritualizada, deve ser feita de maneira informal, espontânea. Sem usar a palavra matrimônio nem ter um rito específico", contextualiza Domingues.

"É uma medida pastoral, prática, para poder atender às pessoas numa situação em que elas se sentem fora ou afastadas da Igreja."

Padres podem negar — mas isso seria imoral

De certa forma, isso já ocorria — por deliberação local de alguns padres ou bispos. Agora, conforme ressalta o vaticanista, houve a legitimação e a permissão da Igreja institucional.

"Em outras palavras, isso era ilegal [dentro das regras da Igreja]. Agora pode. Mas o padre não é obrigado a conceder a bênção, ele pode avaliar caso a caso. O que a Igreja diz é que os fiéis têm o direito de receber o cuidado pastoral."

"Essa bênção de caráter pastoral mas não sacramental já vinha sendo feita por vários padres e poderá continuar sendo feita. Agora existe um estímulo, uma confirmação do Vaticano de que esse gesto de acolhida pastoral feita pelo padre é desejado pela Igreja, desde que fique claro que não é um gesto sacramental", diz Ribeiro Neto.

"Os padres são obrigados? Não. Não institucionalmente", completa. "Mas eles são obrigados moralmente. É uma questão moral. Convencidos de que as pessoas que pedem a bênção querem realmente ter uma conduta adequada."

Ribeiro Neto acrescenta ainda que, na hipótese de "essa benção ser solicitada apenas para justificar uma festa ao estilo de um casamento, o padre não está obrigado e, ao contrário, não deverá dar essa benção".

Papa Francisco tem sido atacado na própria Igreja por apoiar mudanças

Casamento católico gay?

O sociólogo concorda com o vaticanista no sentido de que essa mudança não pode ser vista como um passo rumo ao casamento católico gay.

"Francisco não está avançando no sentido de permitir, mas está avançando no sentido de criar uma categoria que garanta o acolhimento aos homossexuais, sem com isso levar a um sacramento dado ao casamento homoafetivo", comenta.

"Nesse sentido é, de certa forma, até um afastamento dessa possível interpretação de caminhar para um casamento homoafetivo”, argumenta.

"Significa que ele está criando uma categoria justamente para acabar com essa polêmica sobre ter ou não um casamento homoafetivo. Os casais homoafetivos que quiserem receber a ajuda de Deus, o reconhecimento da Igreja, vão ter essa bênção."

Segundo Ribeiro Neto, antes da possibilidade dessa bênção, "havia um desejo das pessoas terem acesso ao sacramento", já que sem esse acesso, era “como se elas estivessem excluídas do amor de Deus."

"Agora existe uma situação onde elas continuam não recebendo o sacramento, mas se sabem incluídas no amor de Deus", conclui o sociólogo.

A questão do 'pecado'

Ele ressalta, contudo, que isso, além de não ser um sacramento, "não significa uma aprovação [por parte da Igreja] da relação que eles têm".

"Significa uma aprovação do desejo que eles têm de fazer o bem", resume.

Aí entra ainda a questão dos mandamentos do catolicismo.

Casais homoafetivos abençoados estariam perdoados "da vida de pecado" conforme a percepção da Igreja?

Ribeiro Neto explica que "a benção não altera nada em relação à questão do pecado objetivo", mas lembra que "essa questão é bastante complicada".

"Por exemplo: se dois homossexuais coabitam e não praticam atos sexuais, eles não estão em pecado", afirma.

"Porque o pecado não é eles quererem viver juntos e se ajudar mutuamente. O pecado [na visão da Igreja] é realizar um ato sexual que não segue o princípio da castidade, ou seja, fazer um ato sexual que não permite a geração de filhos, que não está aberto aos desejos de Deus no mundo. É isso que diz o magistério."

"Portanto, se eles estão juntos e não praticam esse ato, eles não estão fazendo um pecado só por estarem juntos. Por outro lado, se eles continuam fazendo esse gesto, eles estão objetivamente pecando. Não quer dizer que a bênção não seja uma ajuda para que eles possam ter um comportamento mais santo ao longo da sua vida", afirma.

O argentino amigo de Francisco e suas polêmicas

Nos holofotes dessa declaração doutrinal está o amigo pessoal do papa, Victor Fernández, o religioso argentino recém-nomeado para o Dicastério para a Doutrina da Fé. E, ao que parece, esta deve ser só a primeira polêmica dele à frente do órgão.

"Sem dúvida, esse primeiro documento mostra um pouco qual é o rumo que o dicastério deve tomar", ressalta Ribeiro Neto.

"Mas é importante perceber que esse gesto, esse documento, não é exatamente um gesto de liberalização pura e simples. É um gesto de ordenamento de uma situação que o papa Francisco considerava mal resolvida", afirma.

"Não é que se caminha no sentido de agora liberar tudo que antes não era liberado. Significa que se caminha no sentido de colocar ordem, de explicitar melhor o que cada coisa é, o que se deve esperar, o que não se deve esperar de cada situação", acrescenta.

A própria nomeação de Fernández, em julho, caiu como uma bomba para setores mais conservadores da Igreja.

Fernández, que foi apresentado pelo papa de forma bastante laudatória, é autor de diversos livros, entre eles um em que incentiva casais à prática de beijos eróticos — Sáname con Tu Boca - El Arte de Besar (Cura-me com sua Boca - A Arte de Beijar, em tradução livre).

O religioso argentino tem uma trajetória marcada por algumas polêmicas. Ele nunca se furtou a encarar, com uma visão ligeiramente progressista, temas morais que se relacionam à Igreja e já chegou a declarar que "os cardeais poderiam desaparecer", pois não serviriam para nada à missão da instituição.

Em artigos, ele já chegou a demonstrar uma abertura ao acolhimento de casais em segunda união e também com uma postura mais amigável à temática LGBTQIA+.

Na nomeação, Francisco indicou o que pretende com o outrora chamado Santo Ofício sob novo comando.

O pontífice ressaltou que esperava do amigo a condução de um dicastério capaz de custodiar a fé "não como inimigo" das pessoas. Ele também recordou que, no passado, o órgão "chegou a utilizar de métodos imorais" — o Santo Ofício foi responsável pela criação da Inquisição, por exemplo.

Evidentemente que a nomeação de Fernández para um cargo tão importante suscitou críticas nos membros mais conservadores da Igreja.

Em julho, o grupo norte-americano Bishop Accountability classificou a escolha como "preocupante" e afirmou que Fernández — segundo a entidade, por ter encoberto um caso de abuso sexual infantil em sua jurisdição — deveria ser "investigado" pelo Vaticano, e "não promovido".

Em julho, a imprensa italiana publicou que cardeais conservadores referiam-se a Fernández como o "nocivo ghost writer" de textos de Francisco, entre os quais a exortação Amoris Laetitia, que trazia uma abertura importante para casais em segunda união.

O argentino, disse o jornal Il Fatto Quotidiano, é classificado por opositores como "gay e efeminado” e criticado pelo livro sobre "a teologia do beijo".

De acordo com fontes no Vaticano, a função da Doutrina da Fé deve ser agora muito mais voltada para dialogar com questões contemporâneas do que como instrumento de tutela da doutrina católica.


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cek50rm1l42o



terça-feira, 14 de novembro de 2023

Seremos tirados da tribulação ou guardados durante a tribulação?



Para justificar um arrebatamento pré-tribulacionista, custam citar o texto de I Tess 5:9: "porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo".

Depende da ira também. Porque a igreja será guardada, não tirada. Guardada da ira de Deus mas não dos homens. Assim como Noé não foi tirado do dilúvio, mas guardado no dilúvio. Israel foi guardado no Egito das 10 pragas. Agora a ira dos homens a igreja sempre sofreu ao longo de sua história, dos judeus, romanos, muçulmanos, cortina de ferro, etc. Não será diferente até a volta do Senhor em glória.

O livro de I Pedro foi escrito para uma igreja que vivia sofrendo perseguição: I Pedro 1:3-1; 4:12-19. Assim como também o Apocalipse foi escrito para a igreja num tempo de severa provação e tribulação sob o governo de Roma, com muitos cristãos sendo mortos por sua fé. Já parou para pensar se João falasse que haveria daí uns 2 mil anos um arrebatamento para a igreja desse tempo não passasse pela tribulação? O que diriam os crentes da igreja primitiva da época dos apóstolos até o ano 313? O que diriam os que sofreram pela inquisição? O que diriam os que foram mortos em paises comunistas no século XX? O que diriam os que morreram e ainda morrem em países muçulmanos? Eles diriam o seguinte: pensei que Deus não tem acepção de pessoas. E mais, o que essa igreja tem de mais especial ou mais santa do que a dos períodos anteriores?

Mas João não disse isso. Nem Paulo, nem Jesus. Mas durante os últimos 200 anos, principalmente nos EUA, se firmou essa linha de pensamento.

Em Apocalipse 13:7, mostra a besta combatendo os santos. Como a gente sabe que esses santos não são anjos mas humanos. Dizer que é Israel, seria forçar muita a barra hermeneuticamente falando. Dizer que são os que ficaram no arrebatamento, é muito sem sentido. Não eram santos para subir, depois viraram santos para enfrentar a besta. Ou seja, na verdade são mais santos que alguns que subiram.

Então não vai haver arrebatamento? Sim vai haver conforme os textos de I Tes 4:13-18;  I Cor 15:51,52 e Mateus 24:29-31. Tanto Paulo como Jesus falaram dele. Mas não disseram que ele será secreto. Paulo falou como ele ocorrerá só não falou quando. Jesus falou sobre o evento escatológico, mas diferente de Paulo ele disse o quando: "²⁹ E, logo depois da aflição daqueles dias...."Mateus 24:29.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

A IGREJA DE SALOMÃO

 




Creio que Salomão representa o espírito e a natureza da moderna igreja laodiceiana dos últimos dias. E esta igreja -- aqui nos Estados Unidos e através de todo o mundo -- caminha para a mesma ruína que Salomão enfrentou!

As Escrituras nos dizem:

“Salomão, filho de Davi, fortaleceu-se no seu reino, e o Senhor, seu Deus, era com ele e o engrandeceu sobremaneira.” (2 Cr. 1:1)

A igreja de Jesus Cristo de hoje tem sido fortalecida e abençoada poderosamente por Deus. Provisões têm sido dadas para esforços de todo tipo. Considere os grandes e belos edifícios que estão sendo construídos. Uma enorme igreja pentecostal foi recentemente construída a um custo de US$ 28 milhões. Há outros complexos eclesiásticos valendo US$ 40-50 milhões.

Considere também as grandes bênçãos financeiras da igreja. Milhões são gastos no televangelismo, livros, gravações e fitas, missões, instituições, faculdades e ministérios para-eclesiásticos de todos os tipos. Pense nas gigantescas convenções, nos seminários bem freqüentados, na pompa e cerimoniais que acompanham os cultos e programas das mega-igrejas.

Quando todos estes trabalhos se iniciaram, cada um deles possuía algo da unção de Deus. Na verdade, a maioria se iniciou com as mesmas bênçãos que Deus derramou sobre Salomão. Pense nisto: Salomão era bem organizado. Era muito mais educado que seu pai, Davi. E ele fez tudo maior e melhor do que qualquer outra geração anterior jamais poderia ter concebido. A capacidade de organização de Salomão era tão grande - sua pompa e cerimônia tão lindas e de tirar o fôlego - que quando a Rainha de Sabá o observou simplesmente adentrando o templo, quase chegou a desmaiar pela visão.

Contudo, a energia propulsora por trás de Salomão era a sabedoria e o conhecimento. Este era o seu apelo a Deus:

“Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que eu saiba conduzir-me à testa deste povo; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (v. 10)

Esta não é uma oração maravilhosa? Soa tão bem, e Deus ficou satisfeito que ele não tenha solicitado um ganho egoísta. Porém, há um problema: ela é totalmente centralizada no homem! Este talentoso e auto-confiante rei estava dizendo na realidade: “Simplesmente ceda-me as ferramentas, Deus, e eu farei a obra. Dê-me a sabedoria e o conhecimento e eu resolvo tudo no meio deste povo. Executarei a obra completa!”

A oração de Salomão não era a oração de seu pai, Davi, um homem que era segundo o coração de Deus. Não, a prece de Salomão era a prece de uma nova geração - um povo educado com novas idéias e talentos. E seu brado era: “Preciso de sabedoria e conhecimento!”

Nós Nos Transformamos Na Igreja Do Disquete Lento!

A força propulsora por trás da igreja moderna de Laodicéia é a sabedoria e o conhecimento. Quantos rios de informação fluem através desta igreja dos últimos dias: computadores com incontáveis megabytes, Bíblias computadorizadas, comentários computadorizados, programas de informática para filosofia, aconselhamento e levantamento de fundos, cuidados com a infância. Só é necessário introduzir um disquete em seu computador, apertar um botão, e as respostas brotam na sua frente.

Eu não sou contra computadores e programas de informática. O nosso próprio ministério não funcionaria bem sem eles. Mas me divirto com todos os jovens ministros que gastam muito de seu tempo socando os teclados e utilizando faxes que cospem resquícios de informações, idéias, trabalho em rede com computadores e estratégias. Eles pregam um evangelho computadorizado - contudo tão poucas pessoas são salvas ou libertas através deles.

Há hoje uma insaciável sede de informação, sabedoria e conhecimento como nunca antes. Nunca houve tantos seminários e convenções de ensino massivo. Telões são necessários simplesmente para mostrar qual é o orador sobre um palco distante. E a seguir, as pessoas se agrupam junto às mesas de vendas para adquirir fitas no valor de centenas de dólares.

A ênfase é em mais materiais, mais informação, mais sabedoria. A idéia é a seguinte: “Se simplesmente tivermos mais conhecimento sobre estes assuntos - livros, seminários e ensino suficientes - cumpriremos nossa obra. Dê-nos simplesmente os materiais, Deus, e evangelizaremos o mundo!”

Recentemente ouvi o líder de uma organização de jovens dizer: “Se eu tivesse US$100 milhões, poderia ganhar o mundo!”. Ele estava atravessando o país tentando levantar esta quantia. Estava dizendo, em essência: “Se nós simplesmente possuirmos dinheiro, conhecimento, informática e estratégia, poderemos evangelizar o mundo inteiro para Deus!”

Amados, nunca realizaremos nada para Deus apenas pela sabedoria, não importa quão importante e necessária ela seja. Sua Palavra diz:

“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem...” (I Cor. 1:21)

Todos os verdadeiros tesouros da sabedoria e conhecimento estão escondidos em Jesus Cristo.

“em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Col. 2:3)

Contudo o evangelho de Salomão era diferente. A respeito de Salomão foi dito:

“Compôs três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco. Discorreu sobre todas as plantas, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que brota do muro; também falou dos animais e das aves, dos répteis e dos peixes” (I Reis 4:32-33).

Este foi o evangelho de Salomão - três mil curtos e pequenos sermões de conhecimento prático e sabedoria! Criou novos cânticos, histórias maravilhosas, grandes aplicações da verdade sobre a natureza e o comportamento humanos. Pode-se ler muitas de suas palavras de sabedoria em todo o livro de Provérbios. Ele ofereceu instruções práticas quanto ao casamento e à educação de filhos. Trouxe indicações claras em relação a como enfrentar situações, como se comportar, como ser abençoado. E todos amaram a sua pregação. Ela era tão concisa, tão direta ao ponto.

Mas, amados, a menos que o Espírito de Deus unja a pregação ou o ensino, estes permanecerão mortos. Transformar-se-ão em letra morta a menos que o Espírito os inflame!

No fim, Salomão trouxe uma mensagem absolutamente sem poder - porque ele não tinha poder para praticar aquilo que pregava! Ele entregou-se à mulheres estranhas. Criou filhos perversos, incluindo um diabo que o sucedeu no trono. Na verdade, Salomão acabou como um idólatra decrépito e angustiado, gastando seus dias em uma sensual fossa de imoralidade. E sua geração inteira se transformou em um grupo de desqualificados procuradores de prostitutas - a despeito de toda a sua sabedoria, ensino e três mil provérbios!

Agora, não pense por um minuto que esta moderna igreja de Laodicéia, “amigável com o pecador” não tenha uma pregação boa, introspectiva, séria. Os sermões desta igreja dos últimos dias são concisos, homileticamente corretos, centrados no como enfrentar os problemas da vida. Em sua maioria são mensagens de quinze minutos, ilustrados com pontos claros e revestidos de muita verdade.

Contudo tudo isto não está produzindo vida! O divórcio ainda está em crescimento, mesmo entre os pastores. A fornicação e a infidelidade são lugar comum. Adolescentes fumam, bebem e dormem fora. As vidas das pessoas não estão sendo transformadas. Por quê? É porque o conhecimento em si não é capaz de salvar ou transformar alguém - incluindo aqueles que o pregam!

Os cultos de uma igreja podem ser bem organizados, com música excelente, nova e contemporânea. O coral pode cantar mil canções novas. O pastor pode condenar o pecado e indicar claramente o caminho certo. Mas sem o Espírito Santo, tudo isto se transforma em letra que mata!

Salomão tinha uma cabeça cheia de sabedoria e uma boca cheia de cânticos. Ele podia pregar e ensinar com habilidade incríveis. Possuía uma operação bem organizada, com líderes talentosos. Tudo em relação à sua igreja parecia ser decente e estar em ordem. Mas tudo que Salomão fez acabou em Eclesiastes, com a frase : “Tudo é vaidade e desespero!”

A igreja de Salomão tem todas as respostas. Parece ótima por fora. Mas é completamente desprovida de vida ! E acaba em vaidade, idolatria, sensualidade, vazio e desespero.

Compare A Igreja De Salomão Com A Igreja De Sião Pertencente A Davi!

A força motivadora por trás da igreja de Davi era a total dependência sobre o Espírito Santo. Aqui está o que distinguia Davi:

“Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e daquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apossou de Davi...” (I Sam. 16:13).

Quando Davi estava sobre seu leito de morte, ele disse a seu filho Salomão: “Quero lhe dizer porque Deus me abençoou. Quero que você saiba o segredo do meu ministério - porque o reino está em paz e porque Deus ficou comigo em toda parte onde estive.” Ouça as últimas palavras de Davi para com seu filho: “O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua” (2 Sam. 23:2).

Davi estava dizendo: “Não confiei no meu conhecimento e sabedoria. Não confiei em nada da minha carne. Eu fui um homem fraco - mas dependi do Espírito Santo! Cada palavra que falei foi sob Sua unção. Suas palavras encheram a minha boca!”

Há trinta e cinco anos atrás, quando abrimos as portas de nosso ministério à Avenida Clinton, 416, para viciados em drogas e alcoólatras aqui na cidade de Nova Iorque, o nosso lema era: “ O Espírito Santo é Quem manda aqui!”. Veja, não foi uma pregação do tipo “como enfrentar” que salvou membros de quadrilhas como Nicky Cruz e Israel. Eles não dobraram-se sobre seus joelhos por que pregáramos sermões concisos, enérgicos. Eles não se convenceram devido à ilustrações feitas e histórias da natureza. Não - estes antigos viciados em drogas testificaram a seus amigos: “Também já vivi nas ruas, como vocês. Mas olhem para mim agora! O Espírito de Deus me transformou!”

Foi o poder e a demonstração do Espírito Santo que fizeram com que Nicky e Israel ajoelhassem-se diante de Deus. O Espírito veio - e aqueles criminosos endurecidos prostraram-se sobre seus rostos e clamaram a Deus por misericórdia!

Salomão falou de árvores, hissopos, animais, coisas que rastejam, peixes. Mas Davi falou da intimidade com o Senhor, do quebrantamento e contrição. Falou da “Rocha” que é Cristo. E Davi era persuadido e transformado por sua própria pregação. Ele valorizava tanto a presença do Espírito Santo em sua vida, que pediu ao Senhor que nunca tirasse de si o Seu Espírito. Davi sabia que ele não era nada sem o Espírito Santo!

Na igreja de Salomão, contudo, o pregador meramente reúne informações bíblicas, verdadeiras, e cria um sermão a partir disto. Aí, ele o lança sobre a congregação e diz a si próprio: “É a Palavra - é obrigatório que ela tenha impacto. Ela deve causar crescimento e mudança em meus ouvintes, porque é a poderosa Palavra de Deus.”

Não é assim! Você pode lançar o quanto da Palavra que você quiser - sermão após sermão, ensino sobre ensino, sabedoria e conhecimento em abundância . Mas se não há unção do Espírito Santo, ela é uma palavra morta! Se um pregador não gasta tempo prostrando-se sobre o seu rosto diante de Deus, ele não terá o fogo de Deus em sua alma. E não haverá unção do Espírito Santo em sua palavra, não importa o quão sábias e intelectuais elas soem. Elas simplesmente não produzirão vida!

Paulo disse:

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana e sim no poder de Deus.” (I Cor. 2:4-5).

“...falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito... Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (vs. 13-14).

Você nunca deveria ir à igreja sem orar: “Deus, conceda-me os ouvidos do Espírito Santo para ouvir. Ajude-me a ouvir, compreender e aplicar Tua Palavra à minha vida!” Você necessita ter audição com ouvidos do Espírito Santo, assim como o pastor necessita ter uma língua fluente do Espírito Santo!

Eis Como Diferenciar Uma Igreja Do Espírito Santo Do Tipo De Davi, De Uma Igreja De Laodicéia, Do Tipo De Salomão!

Em uma igreja do Espírito Santo, sempre se ouvirá um clamor visceral de arrependimento. Em verdade, você não será uma pessoa do Espírito Santo, até que possa “expelir da intimidade do seu interior” a você próprio. E isso é algo que Salomão nunca fez!

Nunca lemos de Salomão esvaziando-se diante de Deus. Em vez disto, na dedicação do templo, ele permaneceu ereto com mantos reais sobre si, e orou uma prece com graça, com majestade e altissonante. Tudo foi sincero, preciso e ordenado. Mas não foi um clamor visceral - e não penetrou nem mesmo em seu próprio coração!

Em sua oração, Salomão admoestou a congregação:

“Seja perfeito o vosso coração para com o Senhor, nosso Deus, para andardes nos seus estatutos e guardardes os seus mandamentos, como hoje o fazeis” (I Re. 8:61).

Salomão conhecia os estatutos sobre os quais falou. Dentre eles, estavam estes avisos em Deuteronômio para todo rei de Israel:

  • “Porém este não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos.”
  • “Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie.”
  • “Nem multiplicará muito para si prata ou ouro.” (Deuter. 17:16-17).

Eram estatutos muito claros e diretos. Contudo Salomão violou os três, imediatamente após ter se tornado rei!

  •  “Os cavalos de Salomão vinham do Egito...” (I Re. 10:28).
  • “Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias... A estas se apegou Salomão pelo amor” (11:1-2).
  • “Fez o rei que, em Jerusalém, houvesse prata como pedras...” (10:27). “Assim, o rei Salomão excedeu a todos os reis do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria” (2 Cron. 9:22).

A oração de Salomão para um perfeito andar diante de Deus não teve efeito sobre sua própria vida - porque ele não tinha convencimento de pecado em seu coração:

“Assim, fez Salomão o que era mau perante o Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai” (I Re. 11:6).

Onde não há pregação ungida pelo Espírito Santo, não há convencimento do pecado - não há busca plena pelo Senhor!

Salomão pecou sem remorso mesmo enquanto pregava contra o pecado. Ele podia ler nas Escrituras que não deveria descer ao Egito para adquirir cavalos - e aí imediatamente, iniciava negociações para comprar mil novos cavalos e carruagens. Ele podia ouvir um profeta pregar que o rei não deveria multiplicar esposas para si próprio - e contudo, imediatamente saía para inspecionar um harém para possíveis futuras esposas.

Salomão não mostrou provas de pesar, nenhum sinal de arrependimento. Ele podia abertamente entregar-se a todo este pecado grosseiro e à imoralidade, e mesmo assim voltar para a sua câmara e redigir um outro provérbio.

Contudo, compare a indiferença de Salomão em relação ao pecado, à dor e ao quebrantamento totais de Davi por haver pecado contra Deus. A igreja de Davi não era perfeita; na verdade era uma igreja corinta. Davi cometeu adultério. Matou um homem inocente. Caminhou por um período de terríveis enganos. Porém, após Davi ter pecado, ele exprimiu esta despedaçada súplica, vinda de seu mais íntimo ser: “Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos... Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito” (Salmo 51:2-4,11).

Davi posteriormente pecou outra vez por recensear o povo de Israel, algo que ele havia sido ordenado a não fazer. Ele havia acabado de derrotar todos os gigantes e os remanescentes de Gate. Ele havia expulsado os assírios, e toda a terra estava em paz. Naquele momento Davi deleitava-se em grande benção e vitória. E contudo foi enganado pelo diabo!

Davi ficou tão cego por seu pecado que nenhuma conversa poderia demovê-lo. Joabe, que havia visto o engano de Davi preveniu-o: “ Por que insistes em ir adiante com este pecado?” Mas Davi persistia, dizendo: “Quero saber quantos guerreiros eu possuo!”

Amados, é uma idéia compreensível que um servo justo, temente a Deus possa ser enganado pelo pecado! Davi viveu sob o erro por quase dez meses. Contudo, desta vez, nenhum profeta precisou vir a ele para lhe expor seu pecado. Foi o Espírito Santo quem o convenceu!

Logo após o recenseamento ter sido iniciado, Davi perdeu a coragem; ele nem chegou a terminar a contagem. Ele agora estava de cabelos brancos e velho, e havia se tornado sensível à voz do Espírito Santo. A Bíblia nos diz:

“Sentiu Davi bater-lhe o coração...” (2 Sam. 24:10).

O hebraico aqui sugere: “Ó Deus, estou ferido em meu coração por aquilo que fiz contra Ti!”

Esta é a marca da igreja do Espírito Santo, pertencente a Davi: um clamor inclinado segundo o coração! É claro, há pessoas nesta igreja que falham e vivem no engano. Mas como Davi, elas tornaram-se tão sensíveis à ação e ao movimento do Espírito Santo, que não precisam que um profeta sempre lhes diga que pecaram. Eles se arrependem antes mesmo que um profeta vá até eles - porque sentem-se feridos por seus pecados!

Davi disse a respeito do seu pecado:

“Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam. Na minha angústia, invoquei o Senhor, clamei a meu Deus; ele, do seu templo, ouviu a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos... do alto, me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas. Livrou-me do forte inimigo, dos que me aborreciam, porque eram mais poderosos do que eu” (2 Sam. 22:6-7; 17-18).

Eis Aqui O Trágico Fim Do Evangelho Segundo Salomão!

Depois de tudo que Salomão escreveu e cantou, ele concluiu a sua vida com estas trágicas palavras:

“...todos os seus dias são dores, e o seu trabalho desgosto; até de noite não descansa o seu coração... Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho...” (Ecles. 2:23-24).

Salomão estava dizendo filosoficamente: “Você terá noites em claro. E não conseguirá fazer nada a respeito do seu desespero. Você não conseguirá mudar a sensação de que tudo é vaidade. Então o melhor que você pode fazer, é agarrar o máximo de prazer que puder, e espremer o que há de bom. Simplesmente aproveite a sua vida ao máximo!”

Foi assim que Salomão morreu. E este é o evangelho da era de Salomão, dos dias atuais. Tudo acaba em Eclesiastes, em vazio e desespero. Muitas pessoas terminam perguntando: “Para que serve a vida? Para onde vou? Quem sou eu?”

Contudo o evangelho de Davi diz:

“Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde. Deito-me e pego no sono...” (Salmo 3:4-5)

Se você possui o Espírito Santo, você conhecerá a voz de Deus e Ele conhecerá a sua. E você será capaz de dormir profundamente!

Agora atente para esta profecia do Novo Testamento:

“Cumpridas estas cousas, voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de Davi; e, levantando-o de suas ruínas, restaurá-lo-ei” (Atos 15:16)

Deus levará a igreja de Salomão à ruina - e vai ressuscitar a igreja de Davi destas ruinas! Esta igreja remanescente possuirá uma piedosa dor pelo pecado. Ela vai clamar em angústia e arrependimento. E será totalmente dependente do Espírito Santo!

Dois anos antes da queda do ministério do PTL (nos EUA), o Espírito de Deus veio sobre mim e instruiu-me a escrever uma longa carta para Jim Bakker. Escrevi: “Em dois anos, cerca de 15 de março, o PTL estará morto.” Descrevi uma visão de esvaziamento - de ervas daninhas crescendo e morcegos fazendo ninhos nos edifícios.

Jim leu a carta e me telefonou, perguntando: “O que devo fazer?” Disse a ele para primeiro livrar-se de todos os homossexuais em seu ministério. Contudo, não muito tempo após essa conversa, Jim apareceu na televisão zombando de cada palavra que eu havia lhe dito. Dois anos após, bem no dia exato, a palavra do Senhor a respeito do PTL aconteceu - exatamente como Ele havia me dito.

Agora mesmo sinto em meu espírito que em menos de cinco anos, não haverá mais as assim chamadas redes evangélicas de televisão. Todas entrarão em bancarrota e ruina absoluta!

Ao ouvir o evangelho de Salomão que é pregado em muitas das TVs cristãs de hoje, você pensa que Jesus voltará à terra em Beverly Hills, e dirigindo um Rolls Royce. Esta imagem da cristandade é a coisa mais abominável que eu já vi ou ouvi. E Deus afirma que Ele tem de levá-la à ruina - porque Ele vai construir sobre aquelas ruinas a casa de Davi que é Sua!

A única coisa que sobrará serão alguns programas locais de televisão com verdadeiros homens de Deus pregando o evangelho. E todos os sorrisos falsos, todos os ímpios circos levantadores de fundos, toda a teologia populista, toda a pregação da prosperidade entrarão em queda.

A maioria dos chamados reavivamentos de hoje são meras estruturas de planilhas de resultados. Todas elas se queimarão nos caóticos dias à frente. Quais os cristãos que irão rir quando nossas cidades estiverem em chamas? Quem ficará atordoado e abobado quando a economia entrar em colapso?

A Bíblia fala a respeito dos judeus nos últimos dias:

“Naquele dia... E sobre a casa de Davi... derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito” (Zac. 12:9-10).

Bem agora, há judeus lamentando-se e chorando por seu Messias no Muro das Lamentações em Jerusalém. E há não muito tempo, cerca de 10.000 judeus Lubavitcher promoveram uma passeata em Brooklin (cidade de Nova Iorque) gritando: “Este é o ano do nosso Messias!” Suas mãos estavam levantadas, lágrimas desciam por suas faces e eles choravam e clamavam por seu Messias.

Quando penso nos 25 milhões de bebês que são abortados neste país e em todos os perdidos que vão para o inferno, eu não compreendo porque multidões de cristãos estão rindo. Por que estão milhões de judeus chorando, e por que há milhões de pecadores desesperançados, a um passo do inferno, buscando dormir, enquanto os carismáticos estão rindo? Quando chegar o reavivamento, a alegria será devida ao arrependimento e ao ajuntamento da última colheita de almas perdidas.

“ (Eu) ... reedificarei o tabernáculo caído de Davi...” (Atos 15:16).

Deus construirá a Sua igreja dos últimos dias sobre as ruinas. Isto significa que Ele precisa transformar em ruinas o mal que tem lugar em Sua igreja, e arrastar todas as abominações. E sobre estas ruinas Ele irá levantar uma igreja santa e arrependida, que emite brados de arrependimento.

Agradeço a Deus pela igreja de Davi que Ele está construindo bem agora, a partir dos montes de ruinas. Em verdade, muitos dos que lêem esta mensagem, provêm de antecedentes de ruinas. Prezado santo: se isto descreve você, então descanse com uma certeza - Deus vai usá-lo para construir a Sua igreja de Davi!

Se você possui um esmagador problema de pecado, não vá atrás de um livro ou de uma fita que supõe-se esteja cheia de sabedoria e conhecimento. Em vez disso, prostre-se sobre sua face e acerte-o com Deus! Seja um cristão do Espírito Santo, do tipo de Davi e clame ao Senhor com todo o seu coração. Ele está edificando a Sua igreja sobre os seus clamores pessoais. Aleluia!

Fonte: https://www.worldchallenge.org/

Meu Comentário: Esse texto foi escrito pelo conhecido pastor David Wilkerson, que faleceu em 2011. Uma mensagem profética para os nossos dias.