O documento aprovado mantém o entendimento da IPB de 1954 que define a “incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica”
O Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou por 738 votos contra 538, um relatório substitutivo sobre o posicionamento político que a denominação pensava em assumir contra a esquerda.
O novo texto, apresentado pelo pastor Cid Pereira Caldas, a “IPB tem mantido equidistância de radicalismos” e defende que “não é finalidade da IPB manifestar-se sobre partidos políticos”.
O relatório substituto foi apresentado horas antes da votação e teve como objetivo impedir um racha na denominação e reforçar a independência da igreja em relação à política partidária e as eleições de outubro.
Ainda assim, o documento mantém o entendimento da IPB de 1954 que define a “incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica”.
O supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, que está acontecendo desde o dia 24 de julho em Cuiabá (MT), e se encerra no próximo sábado 30, chegou a uma conclusão sobre o seu posicionamento quanto a Congregação Cristã no Brasil. (CCB).
De acordo com o documento emitido pelo Concílio, a CCB passou por inegáveis e importantes modificações, implatadas pelo seu fundador Louis Francescon, em 1910.
Uma dessas modificações está a exemplo do próprio Estatuto, mormente nos Pontos de Doutrina, essencialmente na compreensão e aceitação da Bíblia, ponto que sofreu a seguinte modificação:
Em 1980 dizia: ” Nós cremos na inteira Bíblia e aceitamo-la como infalível Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito santo”.
A CCB também disciplina seus membros que visitam outras denominações, prática que certamente demonstram o caráter exclusivista da denominação.
A conclusão do relatório sobre o posicionamento da IPB quanto a Congregação Cristã no Brasil diz:
2. Não reconhecer a CCB como Igreja genuinamente evangélica devido a identificação nesta de características peculiares a seitas: compreensão equivocada sobre as Escrituras Sagradas, sobre a natureza dos sacramentos, especificamente o batismo,
sobre cristologia, e exclusivismo.
3. Determinar aos Conselhos que a recepção de membros oriundos da CCB se dê por meio de pública profissão de fé e batismo.
4. Rogar as bênçãos de Deus ao Presbitério consulente.
Fonte: JM Notícias e O Fuxico Gospel.
MEU COMENTÁRIO: Quando o Supremo Concílio Presbiteriano considerou a Igreja Universal como seita eu me posicionei aqui no blog e disse que não concordava, por mais que eu discordasse do estilo e método da IURD.
Agora é a vez de considerarem a Congregação Cristã como seita, e eu da mesma forma que antes também manifesto minha discordância com a decisão deles. Durante muitas décadas a CCB e a AD se pareciam em muitos aspectos, mas com o tempo foram se diferenciando além das questões óbvias como no caso da Congregação a interpretação sobre uso do véu pelas irmãs, dízimo, pastor.
Hoje em dia, vemos ancião da CCB em vídeo no youtube falando contra o exclusivismo da salvação que eles pregaram durante muito tempo, vemos também jovens se interessando por teologia.
Quanto a posição adotada pela CCB em dizer que a Bíblia contêm a Palavra de Deus, deve-se lembrar que é uma igreja em que o forte dela não é a reflexão teológica, isso também tem que ser levado em conta. Ou seja, talvez o fizerem sem nem entender direito as implicações dessa declaração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário