quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Supremo Concílio Presbiteriano declara CCB como Seita e volta atrás sobre posição política sobre esquerda

 O documento aprovado mantém o entendimento da IPB de 1954 que define a “incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica”


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O Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou por 738 votos contra 538, um relatório substitutivo sobre o posicionamento político que a denominação pensava em assumir contra a esquerda.

O novo texto, apresentado pelo pastor Cid Pereira Caldas, a “IPB tem mantido equidistância de radicalismos” e defende que “não é finalidade da IPB manifestar-se sobre partidos políticos”.

O relatório substituto foi apresentado horas antes da votação e teve como objetivo impedir um racha na denominação e reforçar a independência da igreja em relação à política partidária e as eleições de outubro.

Ainda assim, o documento mantém o entendimento da IPB de 1954 que define a “incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica”.

O supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, que está acontecendo desde o dia 24 de julho em Cuiabá (MT), e se encerra no próximo sábado 30, chegou a uma conclusão sobre o seu posicionamento  quanto a Congregação Cristã no Brasil. (CCB).

De acordo com o documento emitido pelo Concílio, a CCB passou por inegáveis e importantes modificações, implatadas pelo seu fundador Louis Francescon, em 1910.

Uma dessas modificações está a exemplo do próprio Estatuto, mormente nos Pontos de Doutrina, essencialmente na compreensão e aceitação da Bíblia, ponto que sofreu a seguinte modificação:

Em 1980 dizia: ” Nós cremos na inteira Bíblia e aceitamo-la como infalível Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito santo”.

No entanto, 1995 recebeu nova redação a qual foi ratificada novamente em 2004, restando assim a nova: “Nós cremos na inteira Bíblia Sagrada e aceitamo-la como ‘contendo’ a infalível Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo”.

Outro fator determinante seria a forma “estranha” que a CCB batiza seus membros; “em nome de Jesus” e em “nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Desta forma, Jesus não seria essencialmente o “Filho”, rompendo com a doutrina ortodoxa da união das duas naturezas de Cristo em uma só pessoa conforme definida no Concílio de Calcedônia (ano 451 d.C.).
O documento também cita que a a CCB um grupo exclusivista, que “não faz qualquer tipo de propaganda de sua doutrina, nem se utiliza de qualquer meio de divulgação pública de seus princípios de fé. Pois quem tiver interesse espiritual de conhecer sua doutrina deverá frequentar seus cultos em qualquer de suas igrejas”.

A CCB também disciplina seus membros que visitam outras denominações, prática que certamente demonstram o caráter exclusivista da denominação.

A conclusão do relatório sobre o posicionamento da IPB quanto a Congregação Cristã no Brasil diz:

O SC/IPB – 2022 Resolve:
1. Alterar a decisão SC – 1954 – DOC. CXXXVII que diz: SC – 1954 – DOC. CXXXVII:
Quanto às consultas dos Presbitérios de Niterói, de Sorocaba e da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo sobre como devem ser recebidos na IPB membros de igrejas pentecostais, congregação cristã ou Assembleia de Deus, bem como pessoas que professam a fé em igrejas reconhecidamente evangélicas mas que não pertencem à Confederação Evangélica do Brasil e também não concedem carta de transferência para outras denominações, o SC resolve responder que essas pessoas sejam recebidas por pública profissão de fé, independente de novo batismo”, suprimindo a “Congregação Cristã”.

2. Não reconhecer a CCB como Igreja genuinamente evangélica devido a identificação nesta de características peculiares a seitas: compreensão equivocada sobre as Escrituras Sagradas, sobre a natureza dos sacramentos, especificamente o batismo,
sobre cristologia, e exclusivismo.

3. Determinar aos Conselhos que a recepção de membros oriundos da CCB se dê por meio de pública profissão de fé e batismo.

4. Rogar as bênçãos de Deus ao Presbitério consulente.

Fonte: JM Notícias e O Fuxico Gospel.

MEU COMENTÁRIO: Quando o Supremo Concílio Presbiteriano considerou a Igreja Universal como seita eu me posicionei aqui no blog e disse que não concordava, por mais que eu discordasse do estilo e método da IURD. 

Agora é a vez de considerarem a Congregação Cristã como seita, e eu da mesma forma que antes também manifesto minha discordância com a decisão deles. Durante muitas décadas a CCB e a AD se pareciam em muitos aspectos, mas com o tempo foram se diferenciando além das questões óbvias como no caso da Congregação a interpretação sobre uso do véu pelas irmãs, dízimo, pastor. 

Hoje em dia, vemos ancião da CCB em vídeo no youtube falando contra o exclusivismo da salvação que eles pregaram durante muito tempo, vemos também jovens se interessando por teologia.

Quanto a posição adotada pela CCB em dizer que a Bíblia contêm a Palavra de Deus, deve-se lembrar que é uma igreja em que o forte dela não é a reflexão teológica, isso também tem que ser levado em conta. Ou seja, talvez o fizerem sem nem entender direito as implicações dessa declaração.






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